Timão abre o placar no primeiro minuto, leva dois gols de Marcinho, ouve protestos de mais de 44 mil torcedores e chega a mais de um mês sem vencer no Brasileirão
O Corinthians entrou em campo contra a lanterna do Campeonato Brasileiro precisando dar uma resposta.
Saiu da Neo Química Arena ainda mais pressionado.
Neste domingo, 6 de setembro, o Timão perdeu de virada por 2 a 1 para a Chapecoense, pela 26ª rodada, e chegou à:
quarta derrota consecutiva no Brasileirão.
A partida começou da melhor forma possível para o Corinthians.
Matheus Bidu marcou logo no início e colocou o time em vantagem.
Mas a equipe não conseguiu controlar o jogo.
Marcinho empatou ainda no primeiro tempo e voltou a marcar na segunda etapa para completar a virada catarinense.
O resultado deixou o Corinthians com:
32 pontos
na:
11ª colocação.
Também ampliou para mais de um mês o período sem vitória da equipe no Campeonato Brasileiro.
Ao fim da partida, os mais de 44 mil torcedores presentes na Neo Química Arena vaiaram o time e entoaram protestos contra os jogadores.
A pressão aumenta justamente antes de um compromisso decisivo pela Libertadores contra o Estudiantes.
Como foi Corinthians 1 x 2 Chapecoense?
O início sugeria uma noite tranquila.
O Corinthians abriu o placar praticamente imediatamente.
Matheus Bidu apareceu bem e marcou.
Com a vantagem tão cedo, o cenário parecia ideal.
O adversário era o lanterna.
A torcida estava presente em grande número.
E o time precisava desesperadamente voltar a vencer.
Mas a vantagem não foi transformada em controle.
Corinthians teve chances de ampliar
Depois do primeiro gol, o time conseguiu chegar novamente.
Havia espaço.
Havia possibilidade de construir uma vitória confortável.
O problema foi a eficiência.
O Corinthians não aproveitou as oportunidades que teve.
Quando uma equipe atravessa uma fase ruim, desperdiçar chances costuma aumentar a ansiedade.
Foi exatamente o que aconteceu.
Chapecoense cresceu durante o primeiro tempo
A equipe catarinense começou a encontrar espaços.
O Corinthians perdeu parte do controle territorial.
E o jogo ficou mais aberto do que deveria para uma equipe que havia começado vencendo.
A Chapecoense aproveitou.
Marcinho empatou
Ainda antes do intervalo, Marcinho apareceu para fazer:
1 a 1.
O gol mudou completamente o ambiente.
O Corinthians saiu de um cenário confortável para uma partida novamente aberta.
E a ansiedade começou a aparecer nas arquibancadas.
Segundo tempo aumentou pressão
O Timão voltou precisando reagir.
Mas continuou apresentando dificuldades na criação.
A equipe trocava passes.
Tentava construir.
Mas faltava objetividade.
As ações ofensivas frequentemente terminavam em:
cruzamentos;
passes laterais;
ou jogadas sem sequência.
Chapecoense aproveitou novamente
No segundo tempo, Marcinho apareceu mais uma vez.
Fez o segundo gol.
Chapecoense 2 x 1.
A partir daí, o Corinthians entrou numa corrida contra o relógio.
Time tentou pressionar no fim
Com a derrota parcial, Fernando Diniz lançou o time para frente.
O Corinthians aumentou volume.
A Chapecoense passou a defender sua vantagem.
O estádio tentou empurrar.
Mas o gol de empate não saiu.
Foi a primeira vitória da Chapecoense na Neo Química Arena
O resultado também teve peso histórico para o adversário.
A Chapecoense nunca havia vencido o Corinthians no estádio de Itaquera.
Conseguiu justamente no momento em que ocupava a última posição do campeonato.
Chape conquistou apenas sua terceira vitória no Brasileirão
Esse detalhe agrava ainda mais a situação corintiana.
A Chapecoense chegou a apenas:
três vitórias
na competição.
Mesmo assim, conseguiu vencer dentro da Neo Química Arena.
Para uma torcida que já estava frustrada com a sequência recente, isso aumentou significativamente a revolta.
Corinthians chegou à quarta derrota consecutiva
A sequência recente inclui derrotas para:
Santos;
Coritiba;
Cruzeiro;
Chapecoense.
Quatro rodadas.
Quatro derrotas.
É uma sequência pesada para qualquer equipe.
Ainda mais para um clube que começou a temporada com expectativas muito maiores.
Há quanto tempo o Corinthians não vence no Brasileirão?
O jejum já ultrapassa:
um mês.
A equipe conseguiu uma vitória recente pela Libertadores.
Mas no campeonato nacional não consegue somar três pontos.
Essa diferença é importante.
O Corinthians ainda consegue produzir resultados em mata-mata continental.
No Brasileirão, porém, entrou numa sequência muito negativa.
O que acontece com a tabela?
Depois da derrota, o Corinthians permanece com:
32 pontos.
Na:
11ª posição.
Isso significa que o clube continua no meio da tabela.
Não está hoje dentro do Z-4.
Mas também se afastou dos objetivos mais ambiciosos.
Cada derrota reduz a margem para buscar posições mais altas.
A distância para a parte de cima aumenta
O Corinthians começou o campeonato imaginando disputar posições de Libertadores.
Hoje, precisa primeiro interromper a queda.
Não adianta projetar G-4 ou G-6 enquanto a equipe não consegue vencer sequer adversários da parte inferior.
O problema imediato é:
recuperar competitividade.
Fernando Diniz está pressionado?
Sim.
Naturalmente.
Quatro derrotas consecutivas colocam qualquer treinador sob análise.
Mas a discussão dentro do elenco ganhou um elemento importante depois do jogo.
Memphis defendeu Diniz
Memphis Depay falou depois da derrota.
O holandês cobrou os próprios jogadores.
E rejeitou a ideia de colocar toda a responsabilidade no treinador.
Sua mensagem foi clara:
“Não pode ser sempre o técnico.”
O atacante lembrou que o Corinthians já passou por diferentes comandantes.
E afirmou que o elenco também precisa assumir responsabilidade.
A fala de Memphis é relevante
Porque surge justamente no momento em que a discussão externa começa a se concentrar em Fernando Diniz.
Treinadores normalmente são o primeiro alvo em momentos ruins.
Mas Memphis apontou para uma questão estrutural.
Se o clube troca constantemente de técnico e os problemas continuam, talvez a explicação não esteja apenas no banco.
Jogadores precisam assumir responsabilidade
A fala não elimina a responsabilidade de Diniz.
O treinador escolhe:
escalação;
estrutura;
substituições;
modelo de jogo.
Mas jogadores também precisam:
executar;
competir;
tomar decisões;
e responder emocionalmente.
Quando a equipe perde quatro vezes seguidas, dificilmente existe um único responsável.
Memphis também reconheceu que precisa melhorar
O atacante não falou apenas dos companheiros.
Assumiu parte da responsabilidade.
Ainda busca ritmo depois de seu período recente de recuperação e renovação contratual.
Esse tipo de postura pode ser importante num ambiente pressionado.
Yuri Alberto fez falta
Outro problema foi a ausência de:
Yuri Alberto.
O centroavante segue lesionado.
Sua volta chegou a ser projetada anteriormente, mas foi adiada.
Sem ele, o Corinthians perde uma referência importante.
O ataque sente a ausência
Yuri oferece:
movimentação em profundidade;
presença dentro da área;
velocidade;
pressão;
e finalização.
Sem um atacante com essas características, o Corinthians precisa alterar sua estrutura ofensiva.
E ainda não encontrou uma solução plenamente funcional.
Excesso de cruzamentos virou problema
Uma das críticas à atuação foi justamente a falta de alternativas.
Quando a construção central não funcionava, o time buscava cruzamentos.
Essa repetição torna o ataque previsível.
Defesas organizadas começam a esperar exatamente esse tipo de jogada.
Corinthians precisa criar por dentro
Para que o modelo de Diniz funcione, a equipe precisa conseguir:
aproximar jogadores;
atrair pressão;
criar superioridade;
e romper linhas com passes.
Quando isso não acontece, a posse perde efeito.
O time pode ter a bola sem produzir perigo real.
Esse problema apareceu contra o lanterna
E essa talvez seja a questão mais preocupante.
Não foi contra Flamengo.
Não foi contra Palmeiras.
Não foi contra um adversário do G-4.
Foi contra:
a Chapecoense, lanterna do campeonato.
Jogando em casa.
Com mais de 44 mil torcedores.
Era exatamente o tipo de partida em que o Corinthians precisava impor superioridade.
Não conseguiu.
44.588 torcedores estiveram na Arena
O público oficial ficou em:
44.588 pessoas.
A renda passou de:
R$ 3 milhões.
Isso mostra que, apesar da crise, o torcedor continua comparecendo.
Por isso, a reação negativa depois do apito final foi ainda mais forte.
Torcida protestou
Quando a partida terminou, vieram as vaias.
Depois:
“Time sem vergonha.”
O canto foi entoado nas arquibancadas.
É um sinal claro de ruptura entre desempenho e expectativa.
O torcedor não protestou apenas contra o placar.
Protestou contra a sequência.
Gustavo Henrique pediu desculpas
O zagueiro reconheceu a situação.
Depois do jogo, pediu desculpas à torcida.
Também tratou o próximo compromisso como uma:
final.
Esse discurso mostra o tamanho da pressão interna.
Próximo jogo é pela Libertadores
O Corinthians enfrenta o:
Estudiantes
na Argentina.
Será um compromisso decisivo pela competição continental.
O cenário produz uma situação curiosa.
O time vai mal no Brasileirão.
Mas ainda possui uma oportunidade grande em outro torneio.
A Libertadores pode mudar o ambiente?
Pode.
Futebol muda rapidamente.
Uma vitória importante fora de casa pode:
recuperar confiança;
reduzir pressão;
fortalecer o treinador;
e reorganizar emocionalmente o elenco.
Mas uma nova derrota faria o efeito oposto.
O jogo contra o Estudiantes ganha peso enorme
Não é apenas mais uma partida.
O Corinthians chega:
com quatro derrotas seguidas no Brasileiro;
pressionado pela torcida;
sem Yuri Alberto;
e com questionamentos sobre Diniz.
Uma boa resposta pode alterar a narrativa da semana.
Diniz está ameaçado de demissão?
Existe pressão.
Mas até esta manhã não houve anúncio oficial de mudança.
Portanto, a formulação correta é:
Fernando Diniz está pressionado.
Não:
Fernando Diniz será demitido.
Existe diferença entre análise e fato.
O clube vive problemas fora de campo
Também não podemos analisar o desempenho isoladamente.
O Corinthians atravessa dificuldades administrativas e financeiras importantes.
Transfer ban.
Dívidas.
Discussões envolvendo a Neo Química Arena.
Pressão sobre a direção.
Esse ambiente inevitavelmente chega ao futebol.
Mas isso não explica tudo
Problemas de gestão podem prejudicar planejamento.
Podem impedir reforços.
Podem criar instabilidade.
Mas ainda existe um elenco em campo.
E perder quatro rodadas consecutivas exige também análise esportiva.
Memphis pediu que grupo se olhe internamente
Essa ideia é importante.
O elenco não pode esperar que:
diretoria;
treinador;
ou torcida
resolva todos os problemas.
A reação precisa acontecer dentro de campo.
Corinthians marcou primeiro e mesmo assim perdeu
Isso torna a derrota ainda mais incômoda.
Quando uma equipe atravessa crise, marcar cedo pode funcionar como alívio.
O Corinthians conseguiu isso.
Mas não soube aproveitar.
A vantagem de 1 a 0 deveria ter permitido maior controle emocional.
O que aconteceu foi o contrário.
Time perdeu confiança durante o jogo
Depois do empate da Chapecoense, a equipe começou a demonstrar mais ansiedade.
Erros aumentaram.
A torcida ficou impaciente.
O adversário ganhou confiança.
Esse ciclo é típico de times em má fase.
A Chapecoense fez exatamente o contrário
O lanterna entrou sem grande expectativa externa.
Saiu atrás.
Empatou.
Percebeu que poderia competir.
Depois virou.
A confiança foi crescendo durante a partida.
O Corinthians precisa quebrar o ciclo
Sequências ruins produzem um problema psicológico.
Cada derrota aumenta a pressão do próximo jogo.
Quanto maior a pressão, mais difícil jogar com naturalidade.
Por isso, uma vitória pode ter valor maior do que simplesmente três pontos.
Ela quebra a sequência.
A prioridade agora é reagir
Antes de discutir grandes objetivos, o Corinthians precisa:
voltar a vencer;
recuperar jogadores;
reduzir erros;
e estabilizar desempenho.
Somente depois poderá novamente olhar para a parte de cima da tabela.
Situação do Corinthians
| Item | Situação |
| Último jogo | Corinthians 1 x 2 Chapecoense |
| Brasileirão | 11º lugar |
| Pontos | 32 |
| Derrotas seguidas | 4 |
| Jejum de vitórias na Série A | Mais de um mês |
| Próximo jogo | Estudiantes |
| Competição | Libertadores |
| Yuri Alberto | Lesionado / dúvida para sequência |
| Fernando Diniz | Pressionado, mas mantido |
A crise ainda não é de rebaixamento
Essa distinção também precisa ser feita.
O Corinthians está em má fase.
Mas ocupa o 11º lugar.
Não está neste momento em posição de rebaixamento.
Portanto, falar que o clube vive “desespero contra a Série B” seria exagerado.
A crise é de desempenho e expectativa
O problema está na diferença entre:
o que o clube pretendia disputar;
e
o que está entregando agora.
Para um Corinthians com jogadores caros, grande torcida e ambição continental, quatro derrotas consecutivas representam uma crise de desempenho.
A Libertadores aumenta o contraste
Esse é um fator interessante.
Uma campanha continental pode salvar a percepção de uma temporada ruim no Brasileiro.
Se o Corinthians avançar e continuar vivo na Libertadores, o cenário emocional melhora.
Se for eliminado, perde justamente o principal elemento positivo restante.
O próximo jogo pode ser divisor
Não porque exista ultimato oficial.
Mas porque a sequência chegou num ponto crítico.
Uma resposta forte pode estabilizar.
Uma nova atuação ruim pode aumentar ainda mais a pressão sobre:
Diniz;
jogadores;
e diretoria.
Conclusão
O Corinthians teve praticamente o início perfeito contra a Chapecoense.
Matheus Bidu marcou logo no começo.
O adversário era o lanterna.
Mais de 44 mil torcedores estavam na Neo Química Arena.
Era a oportunidade ideal para encerrar uma sequência ruim.
Não aconteceu.
Marcinho marcou duas vezes.
A Chapecoense venceu por:
2 a 1.
E o Corinthians chegou à:
quarta derrota consecutiva no Brasileirão.
São mais de 30 dias sem vencer na competição.
O time permanece com 32 pontos, na 11ª posição, e passa a enfrentar uma crise muito mais ligada ao desempenho do que à tabela de rebaixamento.
Fernando Diniz naturalmente entra sob pressão.
Mas Memphis Depay trouxe uma discussão importante depois do jogo:
a responsabilidade não pode ser colocada sempre no treinador.
O atacante cobrou o próprio elenco e lembrou que o clube já trocou de técnicos em outras ocasiões.
A torcida também deu sua resposta.
Depois do apito final, vaiou e cantou “time sem vergonha”.
Agora não existe muito tempo para explicações.
O Corinthians viaja para enfrentar o Estudiantes pela Libertadores.
É um jogo que pode mudar o ambiente.
Ou aprofundar ainda mais a crise.
Depois de perder em casa para a lanterna do Brasileirão, o Corinthians precisa mostrar rapidamente que a derrota foi o fundo do poço.
E não apenas mais um passo em direção a ele.


















