Alessandro Barcellos muda discurso após derrota por 3 a 1 para o Grêmio e garante treinador apenas para confronto direto contra o Z-4; Colorado está há nove jogos sem vencer no Brasileirão e terá 13 rodadas para evitar o rebaixamento
A eliminação para o Grêmio na Copa do Brasil colocou Paulo Pezzolano em sua situação mais delicada desde que assumiu o Internacional.
O treinador continua no cargo.
Mas a maneira como a diretoria passou a falar sobre sua permanência mudou.
Depois da derrota por 3 a 1 no Gre-Nal 454, nesta quinta-feira, o presidente Alessandro Barcellos confirmou que Pezzolano comandará o time contra o Santos, domingo, no Beira-Rio.
A garantia, porém, parou aí.
Anteriormente, Barcellos havia defendido publicamente a permanência da comissão técnica até o final da temporada.
Depois da eliminação para o maior rival, o presidente evitou repetir esse compromisso.
Na prática, o jogo contra o Santos passou a funcionar como um ponto crítico para o trabalho.
E o problema vai muito além da Copa do Brasil.
O Internacional está no Z-4 do Campeonato Brasileiro, não vence na competição desde maio e possui apenas 13 partidas para tentar mudar uma temporada que entrou definitivamente em situação de emergência.
Pezzolano será demitido do Internacional?
Até a manhã desta sexta-feira, 4 de setembro, não.
Paulo Pezzolano continua como treinador.
Alessandro Barcellos confirmou sua presença contra o Santos.
Portanto, qualquer informação afirmando que a demissão já aconteceu está incorreta neste momento.
O que mudou foi a segurança em torno de sua permanência.
Presidente antes bancava treinador até o fim do ano
Essa diferença é importante.
Mesmo durante a sequência ruim, a direção colorada vinha transmitindo confiança na comissão técnica.
Barcellos havia defendido continuidade até o fim da temporada.
Depois do Gre-Nal, o discurso ficou mais curto.
Pezzolano está garantido:
contra o Santos.
O presidente não estendeu publicamente essa garantia às outras 12 rodadas restantes.
Barcellos reconheceu que trabalho não está sendo suficiente
A manifestação do presidente depois da eliminação foi diferente de uma simples defesa do treinador.
Barcellos reconheceu que o desempenho atual não atende às necessidades do clube.
Também destacou que restam apenas 13 partidas no Campeonato Brasileiro.
Isso coloca a discussão em outro nível.
O Inter não está mais procurando apenas melhorar seu futebol.
Está tentando evitar o rebaixamento.
Pezzolano também reconheceu a situação
O próprio treinador não tentou fugir da pressão.
Depois da partida, afirmou entender por que o torcedor deixou de acreditar no trabalho.
A lógica apresentada por Pezzolano foi direta:
um treinador precisa vencer para conquistar confiança.
E o Internacional não está vencendo.
Há quanto tempo o Inter não vence no Brasileirão?
A última vitória colorada no Campeonato Brasileiro aconteceu em: 16 de maio.
Naquela ocasião, o Inter venceu o Vasco por: 4 a 1.
Desde então, disputou nove partidas pela Série A sem conseguir três pontos.
Foram:
quatro empates;
cinco derrotas.
Uma sequência desse tamanho explica por que o clube entrou na zona de rebaixamento.
A Copa do Brasil escondia parcialmente o problema
Existe um contraste importante.
Enquanto sofria no Campeonato Brasileiro, o Internacional ainda conseguia permanecer vivo na Copa do Brasil.
A competição eliminatória oferecia outra perspectiva para a temporada.
O clube havia eliminado o Corinthians nas oitavas.
Depois empatou o primeiro Gre-Nal das quartas por 0 a 0.
Ainda existia possibilidade de semifinal.
Agora acabou.
Grêmio venceu por 3 a 1
No segundo jogo das quartas, o Internacional precisava vencer para avançar diretamente.
Novo empate levaria aos pênaltis.
O Grêmio foi muito mais eficiente.
Carlos Vinícius marcou duas vezes.
Krovinovic fez o terceiro.
Vitinho descontou.
Resultado:
Grêmio 3 x 1 Internacional.
O Colorado foi eliminado.
O primeiro tempo aumentou as críticas a Pezzolano
A atuação colorada provocou questionamentos principalmente pelas escolhas do treinador.
Pezzolano alterou a estrutura utilizada anteriormente.
A equipe não conseguiu controlar os espaços.
O Grêmio encontrou oportunidades para acelerar.
E Carlos Vinícius marcou duas vezes ainda antes do intervalo.
Quando o Internacional tentou reorganizar-se, já precisava buscar uma diferença considerável.
As mudanças não produziram a reação necessária
O Colorado tentou avançar na segunda etapa.
Mas o Grêmio fez o terceiro com Krovinovic.
Vitinho ainda diminuiu.
Não foi suficiente.
A derrota terminou em 3 a 1 e encerrou a participação do clube na Copa do Brasil.
Pezzolano chamou eliminação de golpe mais duro do ano
A maneira como o treinador descreveu a derrota ajuda a entender o ambiente.
Perder uma eliminatória nacional já seria difícil.
Perder para o maior rival amplia o impacto.
Ainda mais quando a equipe atravessa uma sequência ruim no Campeonato Brasileiro.
A derrota juntou:
eliminação;
Gre-Nal;
Z-4;
falta de vitórias;
pressão sobre treinador;
e crise financeira.
Tudo no mesmo momento.
Inter agora só tem o Brasileirão como prioridade
A eliminação altera completamente o calendário.
Não existe mais Copa do Brasil.
O clube pode concentrar sua energia na Série A.
Isso pode ser uma vantagem em termos de preparação.
Mas também remove qualquer distração da situação real.
A missão agora é clara:
evitar o rebaixamento.
Onde está o Internacional na tabela?
O Colorado está na zona de rebaixamento.
A equipe entrou nesta reta final com 25 pontos.
O cenário é delicado porque o campeonato já passou da metade.
Restam apenas 13 partidas.
Cada rodada perdida reduz a margem para recuperação.
Quantos pontos o Inter precisa?
A referência tradicional de segurança na Série A costuma ficar próxima dos:
45 pontos.
Não é uma regra matemática.
Em algumas temporadas, menos pontos bastam.
Em outras, podem ser necessários mais.
Mas 45 funciona como referência histórica.
Se o Internacional possui 25, precisaria buscar aproximadamente:
20 pontos
nas 13 rodadas restantes para atingir essa marca.
O que isso representa em aproveitamento?
Vinte pontos em 13 partidas representam pouco mais de metade dos pontos disponíveis.
É um rendimento muito superior ao apresentado recentemente.
Portanto, não basta melhorar um pouco.
O Internacional precisa mudar significativamente seu aproveitamento.
O problema é que a equipe não consegue vencer
Esse é o principal alerta.
Uma equipe pode sobreviver perto do Z-4 se consegue alternar vitórias e derrotas.
O Internacional está há nove partidas sem vencer no Brasileiro.
Empates ajudam pouco quando a distância para a meta de permanência aumenta.
O clube precisa transformar desempenho em três pontos.
E o próximo adversário é justamente o Santos
O jogo de domingo ganhou enorme peso.
Internacional x Santos
será disputado no:
Beira-Rio.
O confronto envolve equipes pressionadas na parte inferior da classificação.
Para o Colorado, jogar em casa aumenta a obrigação de resultado.
Por que esse jogo pode definir o futuro de Pezzolano?
Porque a diretoria garantiu o treinador especificamente para essa partida.
Isso não significa que uma derrota produza demissão automática.
O clube não anunciou ultimato formal.
Mas o contexto é evidente.
A direção mudou o discurso.
A sequência negativa continua.
O time está no Z-4.
E haverá uma nova avaliação depois de mais um jogo decisivo.
Uma vitória resolveria a crise?
Não.
Mas mudaria o ambiente.
O Internacional precisa interromper imediatamente a sequência sem vencer.
Três pontos contra o Santos poderiam:
melhorar a tabela;
reduzir a pressão;
dar confiança ao elenco;
e oferecer algum respaldo para Pezzolano.
Depois disso, ainda restariam 12 partidas.
Uma derrota teria efeito oposto
Se perder novamente, o clube continuará na região de rebaixamento e ampliará a sequência negativa.
Nesse cenário, defender a continuidade do treinador se tornaria muito mais difícil.
Principalmente porque a eliminação no Gre-Nal ainda estará muito recente.
Pezzolano está sozinho na responsabilidade?
Não.
Essa distinção é importante.
Treinadores possuem responsabilidade por:
escalação;
modelo de jogo;
substituições;
preparação;
e resultados.
Mas a crise do Internacional é maior do que seu técnico.
Clube também enfrenta problemas financeiros
Antes mesmo do Gre-Nal, o Internacional convivia com atrasos.
A direção precisou movimentar o caixa para regularizar parte das obrigações antes do clássico.
O clube adiantou pagamentos e quitou parte dos direitos de imagem que estavam pendentes.
Isso mostra que a instabilidade não está restrita ao gramado.
Problemas financeiros afetam o futebol
Quando pagamentos atrasam, o ambiente naturalmente sofre.
Isso não significa que jogadores deixem deliberadamente de competir.
Mas estabilidade financeira faz parte da gestão de um elenco profissional.
O Internacional tenta simultaneamente:
equilibrar caixa;
administrar elenco;
melhorar resultados;
e escapar do rebaixamento.
Elenco também precisa assumir responsabilidade
Trocar treinador é uma das decisões mais visíveis no futebol.
Mas não resolve automaticamente problemas técnicos.
Jogadores importantes também estão abaixo do esperado.
O Internacional precisa produzir mais coletivamente.
Precisa defender melhor.
Criar mais.
E principalmente transformar oportunidades em gols.
Alan Patrick continua fundamental
Em momentos de crise, jogadores experientes ganham ainda mais importância.
Alan Patrick é uma das principais referências técnicas do elenco.
O Inter precisará de seus jogadores mais importantes nas 13 partidas restantes.
Não existe mais margem para esperar recuperação gradual durante meses.
A temporada termina em dezembro.
Rochet segue como ausência importante
O goleiro passou por cirurgia na coluna e está fora.
Essa ausência obrigou o Internacional a reorganizar a posição.
Lesões também afetaram outras opções durante a temporada.
Mas novamente:
o volume de problemas não elimina a necessidade de resultados.
O calendário pode ajudar?
De certa forma, sim.
Sem Copa do Brasil, o Inter terá mais semanas disponíveis para:
treinar;
recuperar jogadores;
ajustar o sistema;
e preparar partidas específicas.
Clubes que permanecem em várias competições enfrentam desgaste maior.
O Internacional agora possui uma única missão esportiva central.
Mas sair da Copa também significa perder receita
Existe o outro lado.
A classificação para a semifinal da Copa do Brasil renderia:
R$ 9 milhões.
O Grêmio ficou com a vaga e com essa premiação.
Para um clube que enfrenta dificuldades financeiras, deixar de avançar também representa perda de uma receita potencial importante.
A crise agora possui três dimensões
Esportiva
Z-4 e nove jogos sem vencer no Brasileirão.
Técnica
Equipe não consegue apresentar regularidade e Pezzolano está pressionado.
Financeira
Clube convive com dificuldades de caixa e atrasos.
Essas três dimensões se alimentam.
Rebaixamento agravaria muito o cenário
Esse é o risco maior.
Cair para a Série B significa normalmente redução relevante de receitas.
Direitos de transmissão.
Patrocínios.
Bilheteria.
Valor comercial.
Capacidade de manter elenco.
Para um clube que já enfrenta dificuldades financeiras, o impacto poderia ser severo.
Por isso as próximas 13 partidas são maiores que a discussão sobre treinador
Pezzolano pode continuar.
Pode sair.
Mas o Internacional precisa construir uma campanha de recuperação independentemente do nome no banco.
A pergunta central não é apenas:
“Pezzolano será demitido?”
É:
“o Inter conseguirá produzir os pontos necessários para permanecer na Série A?”
Situação de Pezzolano em 4 de setembro
| Questão | Situação |
| Pezzolano foi demitido? | Não |
| Comanda contra o Santos? | Sim |
| Está garantido até dezembro? | Direção não repetiu essa garantia |
| Inter está no Z-4? | Sim |
| Jogos sem vencer no Brasileiro | 9 |
| Última vitória na Série A | 16 de maio |
| Partidas restantes | 13 |
| Próximo adversário | Santos |
| Local | Beira-Rio |
A declaração de Barcellos muda o cenário
Esse talvez seja o fato mais importante depois do Gre-Nal.
Não houve anúncio de demissão.
Mas houve uma mudança política.
Antes:
confiança até o fim do ano.
Agora:
confiança para domingo.
No futebol, essa diferença é significativa.
Diretoria precisa decidir com rapidez
Se acredita no treinador, precisa oferecer condições e respaldo.
Se conclui que o trabalho não possui mais capacidade de reação, precisa considerar o tempo necessário para uma mudança.
O pior cenário seria permanecer indefinidamente entre as duas posições.
Porque restam apenas 13 jogos.
Trocar treinador também possui risco
Uma mudança não garante melhora.
Um novo técnico precisaria:
conhecer rapidamente o elenco;
definir prioridades;
ajustar modelo;
recuperar confiança;
e produzir pontos imediatamente.
Não haveria pré-temporada.
Nem longo período de adaptação.
Por isso, a decisão é difícil.
Manter Pezzolano também possui risco
O outro lado é igualmente evidente.
O treinador está há nove partidas sem vencer no Brasileirão.
A equipe caiu para o Z-4.
Foi eliminada pelo maior rival.
E o próprio Pezzolano reconhece que não oferece resultados suficientes para exigir confiança do torcedor.
Continuar também é uma aposta.
Santos será o primeiro teste dessa decisão
A direção escolheu manter.
Pelo menos por enquanto.
Isso transforma domingo numa partida ainda maior.
Não é oficialmente um “jogo de vida ou morte” para Pezzolano.
Mas certamente será uma avaliação importante.
O Beira-Rio terá papel fundamental
Jogar em casa pode ajudar.
Também pode aumentar a pressão.
Se o Inter começar bem, a torcida tende a empurrar.
Se os problemas recentes aparecerem novamente, a impaciência pode crescer rapidamente.
O time precisará administrar também esse componente emocional.
Inter precisa marcar primeiro?
Não existe obrigação tática de fazer o primeiro gol.
Mas psicologicamente seria importante.
A equipe chega machucada pelo Gre-Nal.
Sair atrás novamente poderia aumentar ansiedade.
Uma vantagem inicial permitiria controlar melhor o ambiente e obrigaria o Santos a assumir riscos.
A resposta precisa aparecer dentro de campo
Discursos chegaram ao limite.
Barcellos falou.
Pezzolano falou.
Jogadores já reconheceram dificuldades em outros momentos.
Agora existe pouco a explicar.
O Internacional precisa vencer partidas.
Conclusão
Paulo Pezzolano continua treinador do Internacional nesta sexta-feira, 4 de setembro de 2026.
Mas sua situação mudou.
Depois da derrota por 3 a 1 para o Grêmio e da eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil, Alessandro Barcellos garantiu o treinador apenas para o confronto contra o Santos.
O presidente, que anteriormente sustentava publicamente a permanência da comissão até o fim do ano, mudou o tom.
E existem motivos claros.
O Internacional está no Z-4.
Não vence no Campeonato Brasileiro desde 16 de maio.
São nove partidas consecutivas sem vitória na competição.
Restam somente 13 rodadas.
A referência dos 45 pontos exigiria aproximadamente mais 20.
Portanto, a reação precisa começar imediatamente.
Pezzolano reconheceu a própria pressão e admitiu que um treinador sem vitórias não oferece motivos para o torcedor acreditar.
Agora terá uma oportunidade de responder.
Domingo.
No Beira-Rio.
Contra o Santos.
O Internacional não anunciou ultimato.
Mas depois de uma eliminação para o maior rival, nove jogos sem vencer e uma mudança pública no discurso presidencial, a situação é evidente:
Pezzolano permanece no cargo, mas sua margem para novos tropeços ficou muito pequena.



















