O Palmeiras entrou em setembro ainda como um dos principais candidatos ao título brasileiro, mas o rendimento depois da Copa do Mundo caiu de forma relevante. O empate por 0 a 0 com o Botafogo, no último domingo, fez o time perder a liderança para o Flamengo, que chegou a 54 pontos contra 53 do Verdão.
A queda não significa colapso esportivo: o Palmeiras está na semifinal da Copa do Brasil e segue vivo na Libertadores. Mas o desempenho recente mostra problemas que precisam ser corrigidos para evitar que a disputa pelo Brasileirão escape.
Quanto o rendimento caiu após a Copa?
Antes da pausa, o Palmeiras tinha aproveitamento de aproximadamente 75,9% no Brasileirão. Depois da retomada, esse índice caiu para cerca de 52,4% no recorte analisado pelo ge.
Outro levantamento, publicado nesta terça-feira, mostra o Palmeiras com apenas 11 pontos no período pós-Copa. Nesse mesmo recorte, o Flamengo somou 20 e o Cruzeiro 18.
A queda também aparece no segundo turno. Sob Abel Ferreira, este é o pior desempenho do clube em um segundo turno do Brasileirão desde a chegada do treinador: duas vitórias, três empates e duas derrotas no recorte mais recente.
Onde o Palmeiras mais perdeu pontos?
Um dos principais problemas foi a dificuldade contra adversários da parte inferior da tabela.
Segundo levantamento do UOL, o Palmeiras já desperdiçou 20 pontos contra equipes abaixo da décima posição. Empates contra Internacional e Mirassol, por exemplo, pesaram na perda da liderança.
Esse detalhe é importante porque a disputa com o Flamengo permanece muito equilibrada. Quando a diferença é de apenas um ponto, tropeços contra equipes teoricamente mais acessíveis passam a ter peso semelhante ao dos confrontos diretos.
Lesões ajudam a explicar a queda?
Sim, mas não explicam tudo.
O Palmeiras sofreu uma sequência de problemas físicos envolvendo jogadores importantes, entre eles Paulinho, Jefté, Ramón Sosa, Piquerez, Gustavo Gómez e Alexander Barboza.
Paulinho, por exemplo, teve nova lesão no tendão do adutor da coxa direita e deve perder pelo menos sete partidas, incluindo os confrontos contra a LDU pela Libertadores.
A sequência de desfalques reduziu as opções de Abel Ferreira justamente no período em que o clube disputa três competições simultaneamente.
O ataque também preocupa
Mesmo quando consegue controlar partidas, o Palmeiras tem apresentado dificuldade para transformar volume ofensivo em gols.
Na classificação contra o Santos pela Copa do Brasil, por exemplo, o time criou as melhores chances no jogo de volta, mas desperdiçou oportunidades claras e empatou por 0 a 0.
Vitor Roque também atravessa momento de menor produção. O atacante marcou apenas um gol nas últimas dez partidas no recorte levantado nesta terça-feira.
É crise ou apenas oscilação?
Os dados apontam mais para queda de rendimento do que para crise estrutural.
O Palmeiras continua competitivo em mata-matas, está entre os líderes do Brasileirão e possui um elenco capaz de reagir. Ao mesmo tempo, a sequência de empates, lesões e perda de eficiência ofensiva já é longa o suficiente para exigir correções.
A principal preocupação não é um resultado isolado, mas a repetição dos mesmos problemas em várias rodadas.
Libertadores aumenta a pressão
O Palmeiras enfrenta a LDU nesta quarta-feira, 9 de setembro, pela ida das quartas de final da Libertadores. A equipe equatoriana chega depois de vencer o Técnico Universitario no campeonato nacional usando seus principais jogadores.
Com Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil em aberto, Abel precisa equilibrar recuperação de jogadores e necessidade imediata de resultados.
Conclusão
O Palmeiras continua plenamente competitivo, mas perdeu a margem de segurança que construiu no primeiro semestre.
A queda de aproveitamento, os pontos desperdiçados contra adversários da parte inferior da tabela e os problemas físicos explicam boa parte da perda da liderança. O cenário ainda está longe de ser irreversível, mas a reação precisa acontecer rapidamente para que Flamengo e outros concorrentes não abram distância.

























