Roberto Mancini está de volta à seleção italiana diante de uma missão bem diferente daquela que encontrou em sua primeira passagem.
Depois de ficar fora da Copa do Mundo de 2026, a terceira ausência consecutiva da Azzurra no Mundial, a Itália inicia um novo ciclo com uma convocação ampliada e forte presença de jovens.
Mancini chamou inicialmente 34 jogadores para quatro partidas da Nations League, com nove atletas recebendo sua primeira convocação para a seleção principal.
Nove jogadores recebem primeira convocação
A renovação aparece imediatamente na lista.
Os nove jogadores chamados pela primeira vez são:
Massimo Pessina, goleiro do Bologna;
Daniele Ghilardi, zagueiro da Roma;
Michael Kayode, lateral do Brentford;
Eddy Kouadio, defensor do Monza;
Issa Doumbia, meio-campista do Sporting;
Alessandro Romano, meio-campista do Cagliari;
Sebastiano Esposito, atacante do Sassuolo;
Antonio Vergara, atacante do Napoli;
Mohamed Alì Zoma, atacante do Nürnberg.
A lista mostra a intenção de Mancini de ampliar rapidamente as alternativas disponíveis para a Azzurra.
Mancini quer conhecer uma nova geração
Ao retornar a Coverciano, Mancini deixou claro que a convocação extensa tem relação direta com a reconstrução da seleção.
O treinador explicou que chamou vários jovens para conhecê-los de perto e construir uma equipe mais forte para os próximos anos.
O técnico também afirmou que sua intenção é devolver a seleção ao lugar que considera compatível com a tradição italiana.
A Nations League será, portanto, o primeiro laboratório competitivo dessa reconstrução.
Itália vem de três Copas sem jogar
O tamanho da missão aparece no histórico recente.
A Itália não disputou as Copas do Mundo de 2018, 2022 e 2026.
É uma sequência especialmente pesada para uma seleção quatro vezes campeã mundial.
Mancini conhece parte dessa história: em sua primeira passagem, comandou a Azzurra entre 2018 e 2023, conquistou a Euro 2020 e estabeleceu uma sequência de 37 partidas sem derrota.
Mas também estava no comando quando a Itália perdeu para a Macedônia do Norte e ficou fora do Mundial de 2022.
Agora retorna depois de mais uma eliminação italiana.
Retegui ficou fora da primeira lista
A renovação também produziu ausências importantes.
Mateo Retegui não foi convocado, apesar de ter sido um dos atacantes utilizados pela seleção nos últimos anos.
Mancini também abriu espaço para retornos como Nicolò Zaniolo, Nicolò Fagioli e Rolando Mandragora.
Daniel Maldini permanece entre as alternativas ofensivas.
A combinação entre retornos, jogadores consolidados e estreantes indica que Mancini ainda não pretende estabelecer imediatamente um grupo fechado.
Lesões já modificaram a convocação
A lista sofreu alterações depois da apresentação.
Bryan Cristante foi cortado por problema físico e Samuele Ricci, do Como, foi chamado para substituí-lo.
Depois, Federico Dimarco também deixou a concentração por lesão.
Mancini convocou Matteo Ruggeri, do Aston Villa, para ocupar sua vaga.
Primeiro teste será contra a Bélgica
A nova Itália terá quatro partidas em apenas 11 dias.
A estreia acontece na sexta-feira, 25 de setembro, contra a Bélgica, no Estádio Olímpico de Roma.
Depois, a equipe encara Turquia e França, além de um segundo confronto contra os turcos, pela Nations League.
Será a primeira oportunidade para entender quanto dessa renovação aparecerá imediatamente dentro de campo.
Conclusão
Roberto Mancini começa sua segunda passagem pela Itália diante de um cenário muito diferente daquele que encontrou em 2018.
A seleção vem de três Copas do Mundo consecutivas sem participar e precisa reconstruir não apenas o elenco, mas também recuperar estabilidade esportiva.
A primeira convocação mostra a direção escolhida: 34 jogadores inicialmente chamados, nove novidades e espaço aberto para uma nova geração.
A estreia contra a Bélgica será o primeiro teste de um projeto que começa pensando além da Nations League e tem como objetivo impedir que a ausência italiana em Copas se prolongue até 2030.




















