O Vasco volta nesta terça-feira, 13 de outubro, a um cenário que ocupa lugar importante em sua história continental. Contra o Boca Juniors, na Bombonera, o clube começa a disputar uma vaga na final da Copa Sul-Americana de 2026.
Buenos Aires já foi palco de dois momentos fundamentais nos últimos títulos internacionais do Vasco: a classificação diante do River Plate na Libertadores de 1998 e a goleada sobre o mesmo adversário na Copa Mercosul de 2000. Agora, o desafio é construir uma nova história em um estádio onde o clube ainda não venceu.
O gol de Juninho que levou o Vasco à final da Libertadores
Em 1998, Vasco e River Plate se enfrentaram pela semifinal da Libertadores.
O time carioca venceu a ida por 1 a 0 em São Januário, com gol de Donizete. No jogo de volta, em 22 de julho, o River abriu o placar no Monumental e levava a decisão para a prorrogação.
Aos 37 minutos do segundo tempo, porém, Juninho Pernambucano marcou de falta e empatou por 1 a 1.
O gol colocou o Vasco na final contra o Barcelona de Guayaquil. O clube venceu os dois jogos da decisão e conquistou sua primeira Libertadores.
Dois anos depois, o Vasco goleou o River na Argentina
A relação com o Monumental ganhou outro capítulo em 2000.
Na semifinal da Copa Mercosul, o Vasco derrotou o River Plate por 4 a 1 em Buenos Aires, com gols de Romário, Júnior Baiano, Juninho Paulista e Pedrinho.
No jogo de volta, em São Januário, venceu novamente por 1 a 0 e avançou à decisão.
Depois veio um dos jogos mais conhecidos da história do clube: a vitória por 4 a 3 sobre o Palmeiras, após sair para o intervalo perdendo por 3 a 0, que garantiu o título da Mercosul.
A Bombonera traz uma lembrança diferente
Se o Monumental guarda grandes recordações, a Bombonera representa justamente o oposto.
Vasco e Boca Juniors se enfrentaram quatro vezes oficialmente, todas em 2001. O Boca permanece invicto, com duas vitórias e dois empates, oito gols marcados e quatro sofridos.
O confronto mais duro aconteceu nas quartas de final da Libertadores daquele ano.
O Boca venceu por 1 a 0 no Rio de Janeiro e depois aplicou 3 a 0 na Bombonera, eliminando um Vasco que havia vencido todos os seis jogos da fase de grupos.
A equipe argentina terminaria aquela edição novamente campeã da Libertadores.
Vasco volta a uma semifinal continental após 15 anos
O encontro desta terça também representa um marco para o atual projeto vascaíno.
O Vasco não chegava a uma semifinal continental havia 15 anos. A vaga na Sul-Americana de 2026 foi conquistada após eliminar o Independiente Santa Fe nas quartas de final.
O duelo contra o Boca será ainda o primeiro encontro entre os clubes pela Copa Sul-Americana e o primeiro confronto oficial entre eles em 25 anos.
Há também uma ligação curiosa entre passado e presente: Pedrinho, hoje presidente do Vasco, estava em campo nas equipes que construíram algumas das principais campanhas internacionais do clube no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000. Do outro lado, Juan Román Riquelme também passou de ídolo em campo a presidente do Boca.
Monumental foi palco de glórias; Bombonera ainda é desafio
O contraste resume boa parte da história recente do Vasco em Buenos Aires.
No estádio do River, o clube conseguiu resultados decisivos nas campanhas campeãs de 1998 e 2000.
Na Bombonera, perdeu por 3 a 0 na única partida oficial disputada até agora.
O jogo desta terça oferece, portanto, uma oportunidade diferente: transformar um estádio associado a uma eliminação em mais um capítulo importante da trajetória continental vascaína.
Conclusão
A Argentina ocupa lugar especial na história internacional do Vasco.
Foi no Monumental que Juninho Pernambucano marcou um dos gols mais importantes do clube em 1998. Dois anos depois, o Vasco voltou ao mesmo estádio e goleou o River a caminho do título da Mercosul.
Agora, 25 anos depois de sua última visita oficial à Bombonera, o clube retorna a Buenos Aires tentando construir outra campanha histórica — desta vez contra o Boca Juniors e com uma vaga na final da Sul-Americana em jogo.

























