O Santos começou a reduzir o número de problemas acumulados na Fifa, mas ainda está longe de resolver sua situação. O clube pagou cerca de R$ 946 mil referentes a três dívidas que provocaram novos transfer bans nesta semana e aguarda a retirada dessas sanções do sistema da entidade.
Mesmo depois desses pagamentos, o Peixe continua impedido de registrar novos jogadores por causa de quatro outras punições, todas relacionadas a débitos com o ex-técnico Pedro Caixinha e integrantes de sua comissão.
Por que o Santos recebeu três novos transfer bans?
As três punições mais recentes estavam relacionadas ao mecanismo de solidariedade da Fifa, que destina parte dos valores de transferências aos clubes responsáveis pela formação dos jogadores.
Os débitos envolviam negociações de:
- João Basso;
- Benjamín Rollheiser;
- Álvaro Barreal.
O valor total era de aproximadamente R$ 946 mil, dividido entre US$ 55 mil e € 120 mil.
O Santos informou que já efetuou os pagamentos. Agora, aguarda o processamento pela Fifa para que essas três punições sejam oficialmente retiradas.
Quatro punições continuam abertas
O problema mais pesado envolve a antiga comissão técnica de Pedro Caixinha, demitido em abril de 2025.
Caixinha e os auxiliares José Pratas, Pedro Malta e José Belman venceram processos contra o Santos, que ainda precisa quitar valores superiores a R$ 15 milhões.
Somente a dívida com o treinador português está na casa de R$ 10,7 milhões, além de juros.
Enquanto esses débitos não forem pagos, o Santos segue impedido de registrar reforços.
Santos pode perder pontos?
Não neste momento.
O transfer ban inicialmente impede o clube de registrar novos jogadores. As quatro punições ligadas à comissão de Caixinha podem valer por até três janelas de transferências.
Segundo especialistas consultados pelo ge, sanções mais graves, como perda de pontos, só entrariam em discussão caso o clube permaneça inadimplente por um período prolongado e os processos avancem para outras instâncias disciplinares da Fifa.
Portanto, dizer que o Santos está atualmente ameaçado de perder pontos seria prematuro.
Novos transfer bans ainda podem surgir
A situação pode voltar a piorar.
O Tribunal Arbitral do Esporte manteve uma condenação envolvendo aproximadamente R$ 2,2 milhões cobrados pelo Al-Markhiya, do Catar, pela passagem de Yusupha Njie pelo Santos.
O atacante ficou aproximadamente quatro meses no clube em 2024 e não entrou em campo. O caso pode gerar uma nova punição da Fifa.
Além disso, León, do México, e Spartak Moscou, da Rússia, acionaram a entidade por pagamentos atrasados relacionados às contratações dos zagueiros Adonis Frías e Alexis Duarte.
Problemas financeiros continuam se acumulando
Nesta quarta-feira surgiu ainda outra questão.
O Santos não recebeu os US$ 2,5 milhões — aproximadamente R$ 12,9 milhões — previstos pela venda do lateral JP Chermont ao Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos.
O clube árabe pediu mais prazo para efetuar o pagamento. Por enquanto, o Santos optou por negociar e não recorrer à Fifa.
O caso ajuda a explicar a pressão sobre o fluxo de caixa justamente quando o clube precisa quitar dívidas para recuperar sua capacidade de contratar.
Conclusão
O pagamento de aproximadamente R$ 946 mil representa um primeiro avanço para o Santos, mas não resolve o problema.
Três punições devem ser retiradas quando a Fifa processar os pagamentos, porém outras quatro continuam ligadas às dívidas com Pedro Caixinha e sua comissão técnica.
Além disso, casos envolvendo Yusupha Njie, Adonis Frías e Alexis Duarte podem gerar novas sanções.
O desafio do Santos, portanto, não é apenas derrubar os transfer bans atuais, mas impedir que novas dívidas continuem produzindo punições.




















