Pierluigi Collina rejeita acusações de favorecimento, explica decisões do VAR e afirma que alegações sem provas colocam árbitros em risco.
A polêmica envolvendo a arbitragem da partida entre Argentina e Egito, válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (9).
Após a Federação Egípcia de Futebol (EFA) apresentar uma reclamação formal à FIFA contestando decisões do árbitro francês François Letexier e da equipe de vídeo, a entidade máxima do futebol respondeu oficialmente por meio de Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Arbitragem da FIFA.
Em entrevista publicada pelos canais oficiais da entidade, Collina rejeitou qualquer insinuação de favorecimento à Argentina e afirmou que os árbitros do torneio atuam com total independência. Segundo ele, as decisões tomadas durante o confronto seguiram rigorosamente o protocolo do VAR e as Leis do Jogo.
📌 O que motivou a reclamação do Egito?
Depois da derrota por 3 a 2, a Federação Egípcia divulgou uma nota oficial afirmando que algumas decisões da arbitragem influenciaram diretamente o resultado da partida.
Os principais pontos questionados foram:
- o gol anulado de Mostafa Zico após revisão do VAR;
- um possível pênalti sobre Mohamed Salah pouco antes do terceiro gol argentino;
- a condução geral da arbitragem durante o segundo tempo.
A EFA também pediu que a FIFA investigasse a atuação da equipe de arbitragem e defendeu o afastamento do árbitro François Letexier das partidas restantes da competição.
A resposta de Collina
Ao comentar o caso, Pierluigi Collina foi categórico.
Segundo o dirigente, não existe qualquer influência externa nas decisões da arbitragem e acusações sem provas prejudicam a credibilidade dos profissionais envolvidos.
“Não somos influenciados por ninguém”, afirmou o chefe da arbitragem da FIFA.
Collina ressaltou que todos os lances de gol passam obrigatoriamente por revisão do VAR e que a análise do sistema seguiu exatamente o protocolo estabelecido pela entidade.
Por que o gol egípcio foi anulado?
A FIFA explicou que, durante a revisão da jogada que terminou com o gol de Mostafa Zico, o VAR identificou uma falta cometida anteriormente por Marwan Attia sobre Lisandro Martínez.
Embora a infração tenha ocorrido antes da finalização, ela fazia parte da mesma fase ofensiva da jogada (Attacking Possession Phase), o que permite a intervenção do árbitro de vídeo segundo o protocolo oficial.

E o possível pênalti em Salah?
O outro lance contestado ocorreu instantes antes do gol da virada argentina.
Mohamed Salah caiu na área após disputa com Julián Álvarez, e jogadores egípcios pediram a marcação da penalidade.
Segundo Collina, a equipe de arbitragem entendeu que Álvarez tocou primeiro na bola e que o contato posterior foi considerado normal dentro da dinâmica do jogo, não configurando infração passível de pênalti. O VAR revisou automaticamente o lance e confirmou a decisão de campo.
FIFA alerta para consequências das acusações
Além de defender a atuação dos árbitros, Collina demonstrou preocupação com o impacto das críticas.
O dirigente afirmou que acusações de manipulação ou favorecimento, quando feitas sem provas, podem gerar ameaças e ataques contra árbitros e seus familiares.
Ele reforçou que o debate técnico faz parte do futebol, mas que questionamentos sobre a integridade dos profissionais precisam ser tratados com responsabilidade.
Como repercutiu o caso?
A polêmica rapidamente ganhou repercussão internacional.
Enquanto dirigentes e ex-jogadores egípcios defenderam a posição da federação, diversos analistas destacaram que lances interpretativos sempre geram discussões em partidas decisivas.
Mesmo após a resposta oficial da FIFA, o tema continua sendo debatido em programas esportivos e nas redes sociais, especialmente por torcedores das duas seleções.
📊 Raio-X da polêmica
Reclamação oficial
✅ Federação Egípcia apresentou queixa formal à FIFA.
Lances contestados
- Gol anulado de Mostafa Zico.
- Possível pênalti sobre Mohamed Salah.
Resposta da FIFA
✅ A entidade respaldou integralmente a arbitragem e o protocolo do VAR.
Situação da partida
Argentina venceu o Egito por 3 a 2 e avançou às quartas de final, onde enfrentará a Suíça.
O que acontece agora?
Até o momento, a FIFA não anunciou qualquer investigação disciplinar contra a equipe de arbitragem nem indicou mudanças em sua escala para os jogos restantes.
Com a manifestação pública de Pierluigi Collina, a entidade considera tecnicamente esclarecidos os principais lances contestados pelo Egito.

Conclusão
A resposta da FIFA encerra oficialmente a posição da entidade sobre uma das maiores polêmicas da Copa do Mundo de 2026 até agora. Enquanto o Egito mantém sua insatisfação com as decisões que marcaram a eliminação para a Argentina, Pierluigi Collina reforçou que o VAR foi utilizado de acordo com o protocolo e que não houve qualquer favorecimento à atual campeã mundial. O episódio evidencia como a arbitragem continua sendo um dos temas mais debatidos do futebol moderno, especialmente em partidas de mata-mata decididas por detalhes.













