A Conmebol negou a homologação da licença de treinador de Clarence Seedorf, atual técnico do Corinthians. A decisão foi comunicada à CBF e confirmada pelo clube paulista nesta segunda-feira (2).
O holandês possui a Licença UEFA Pro, mas não atende a uma exigência da entidade sul-americana: comprovar pelo menos três anos de experiência profissional como treinador.
Por que a Conmebol recusou a licença de Seedorf?
Seedorf iniciou sua carreira como técnico em 2014 e passou por Milan, Shenzhen FC, Deportivo La Coruña e seleção de Camarões.
Entretanto, o ex-jogador acumula aproximadamente 26 a 27 meses de experiência na função, abaixo dos 36 meses exigidos pela Conmebol.
Segundo apuração publicada pelo UOL nesta terça-feira (3), a entidade não pretende abrir exceções para reconhecer a licença do treinador.
Corinthians contesta decisão e busca regularização
O Corinthians discorda da negativa e pretende apresentar documentos adicionais à CBF para solicitar uma revisão do caso.
O clube argumenta que Seedorf também trabalhou no Conselho de Supervisão da Federação Holandesa de Futebol e participou da formação de treinadores em cursos da UEFA.
A diretoria espera que essas atividades sejam consideradas na avaliação de seu currículo.
Seedorf poderá continuar treinando o Corinthians?
Apesar da negativa, Seedorf permanece registrado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.
O Corinthians entende que o técnico pode continuar trabalhando normalmente, inclusive no clássico contra o São Paulo, marcado para quarta-feira (4).
Por outro lado, a falta de homologação internacional gera dúvidas sobre sua autorização para atuar à beira do campo.
Uma possibilidade seria a CBF conceder uma autorização específica para competições nacionais, sem que isso represente o reconhecimento da licença pela Conmebol.
Até 3 de novembro, não havia confirmação de uma decisão definitiva da CBF sobre o impasse.
Conclusão
A situação de Seedorf cria mais um problema para o Corinthians em um momento delicado do Campeonato Brasileiro.
O clube busca uma solução regulamentar para manter o holandês no comando da equipe, enquanto a Conmebol mantém sua decisão de não reconhecer a licença apresentada.
A definição dependerá da análise da CBF e de uma eventual revisão da documentação do treinador.




















