O Palmeiras enfrenta o Fluminense nesta quarta-feira (14), às 21h30, no Maracanã, pelo jogo de ida da semifinal da Libertadores, sem duas peças importantes: Vitor Roque está lesionado e Abel Ferreira cumpre suspensão.
A tendência, porém, é que o time preserve a estrutura com três zagueiros que funcionou na goleada por 4 a 1 sobre o Corinthians. A principal dúvida está em como substituir Vitor Roque no ataque.
Arias pode jogar mais perto de Flaco López
Uma das possibilidades é utilizar Jhon Arias como segundo atacante ao lado de Flaco López.
Nesse cenário, Marlon Freitas volta ao meio-campo, formando o setor com Lucas Evangelista e Andreas Pereira. Arias deixa de atuar aberto e ganha liberdade para atacar os espaços próximos a Flaco.
A provável formação divulgada pelo ge aponta justamente essa alternativa:
Carlos Miguel; Murilo, Gustavo Gómez e Barboza; Giay, Marlon Freitas, Lucas Evangelista, Andreas Pereira e Piquerez; Jhon Arias e Flaco López.
A solução também aumenta o protagonismo de Arias justamente contra seu ex-clube.
Ramón Sosa oferece alternativa mais ofensiva
Há uma segunda possibilidade.
Ramón Sosa treinou normalmente depois de sofrer um trauma na coxa durante o Dérbi e está disponível. Se for escolhido, pode atuar mais próximo de Flaco López, permitindo que Arias permaneça em uma posição mais habitual na construção ofensiva.
A escolha muda o equilíbrio do time.
Com Marlon Freitas, o Palmeiras ganha maior presença no meio-campo. Com Sosa, mantém mais velocidade e agressividade no ataque.
Sistema com três zagueiros deve continuar
A ausência de Vitor Roque não deve provocar uma mudança completa na estrutura.
O Palmeiras vem utilizando Murilo, Gustavo Gómez e Barboza na linha defensiva, com Giay e Piquerez funcionando como alas.
Gustavo Gómez retorna depois de cumprir suspensão nas quartas de final, reforçando justamente o setor que permitiu ao time ganhar amplitude sem perder proteção defensiva.
O sistema também libera Giay e Piquerez para avançarem mais, enquanto Andreas Pereira pode atuar em zonas mais altas do campo.
O que o Palmeiras perde sem Vitor Roque?
A principal perda está na movimentação sem bola.
Vitor Roque oferece profundidade, pressão sobre a saída adversária e ataques constantes às costas dos zagueiros. Ele sofreu uma entorse no tornozelo direito contra o Corinthians e não viajou ao Rio de Janeiro.
Nenhuma das alternativas disponíveis reproduz exatamente essas características.
Arias acrescenta construção e associação. Sosa oferece velocidade. Flaco López fornece presença de área.
O desafio será combinar essas características sem reduzir a pressão ofensiva que o Palmeiras apresentou nas últimas partidas.
João Martins substitui Abel Ferreira
Abel Ferreira também não estará à beira do campo. O português foi expulso contra a LDU e recebeu um jogo de suspensão.
O time será comandado pelo auxiliar João Martins. Nas últimas três partidas em que Martins esteve à frente da equipe, o Palmeiras registrou duas vitórias e um empate.
Isso reduz o impacto operacional da ausência de Abel: João Martins conhece o modelo de jogo e participa do trabalho da comissão desde a chegada do treinador português.
Abel, inclusive, viajou com a delegação para o Rio mesmo estando suspenso.
Palmeiras deve evitar mudança radical
O cenário indica que o Palmeiras não precisa reconstruir o time por causa das duas ausências.
A estrutura com três zagueiros permanece. Gustavo Gómez retorna. Giay e Piquerez continuam oferecendo profundidade pelos lados. Flaco López segue como referência.
A principal decisão será escolher entre mais controle com Marlon Freitas e Arias avançado ou mais agressividade com Ramón Sosa no ataque.
Em uma semifinal com jogo de volta em São Paulo, essa escolha também determinará o nível de risco que o Palmeiras pretende assumir no Maracanã.
Conclusão
A ausência de Vitor Roque tira do Palmeiras uma de suas principais armas ofensivas, mas não obriga a equipe a abandonar o modelo que vem apresentando bons resultados.
Jhon Arias e Ramón Sosa oferecem soluções diferentes, enquanto o retorno de Gustavo Gómez fortalece a linha de três zagueiros.
Sem Abel Ferreira no banco, João Martins terá a missão de executar uma estratégia já conhecida pelo elenco — e definir até que ponto o Palmeiras irá buscar vantagem no Maracanã ou administrar a semifinal pensando no jogo de volta.






















