⚠️Presidente do Barcelona renuncia ao cargo para se candidatar
novamente e inaugura corrida eleitoral com Messi como aposta
política
O FC Barcelona vive um momento de intensa movimentação política interna: o atual presidente Joan Laporta renunciou ao cargo nesta segunda-feira (9 de fevereiro de 2026) para poder concorrer à reeleição nas eleições presidenciais marcadas para 15 de março de 2026. A renúncia foi feita em conformidade com o artigo 42.f dos estatutos sociais do clube, que exige que o presidente em exercício se desligue do cargo antes de ser oficialmente candidato na disputa.
Com isso, o vice-presidente Rafa Yuste, membro histórico da diretoria e aliado de Laporta, assume como presidente interino do clube até que o eleito tome posse em 1º de julho de 2026.
📆Entendendo o processo eleitoral
O Barcelona aprovou a abertura formal do processo eleitoral após a renúncia de Laporta, que agora deve focar sua campanha para tentar um terceiro mandato presidencial. As eleições ocorrerão no dia 15 de março de 2026, com cerca de 100 mil sócios habilitados a votar distribuídos em diversos pontos de votação na Catalunha e Andorra; não será permitida a votação por correio.
Além de Laporta, outros nomes já estão confirmados como candidatos, como Víctor Font, Xavier Vilajoana e Marc Ciria, todos com diferenças em relação à visão de gestão futura do clube.
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🧠Por que Laporta renunciou antes de se candidatar
O estatuto do clube catalão determina que um presidente que deseje concorrer à reeleição deve renunciar previamente ao cargo, para garantir igualdade formal entre todos os candidatos no processo eleitoral. Com isso, Laporta passou o bastão temporariamente a Yuste para poder cumprir as regras e concentrar-se exclusivamente na sua campanha ao longo dos próximos 35 dias que antecedem o pleito.
Essa movimentação segue uma lógica tradicional no clube, usada para preservar legalidade e transparência nos processos internos, evitando que o dirigente use diretamente a máquina institucional para se beneficiar durante a campanha eleitoral.
⚽ O plano de Laporta e a aposta em Messi
Um dos pilares da campanha de Laporta para sua reeleição, mencionados em reportagens e declarações anteriores, é a ideia de reaproximar o Barcelona de Lionel Messi, ídolo máximo da história do clube. Laporta já declarou que Messi “dará uma chance” ao projeto e que pretende trabalhar para reforçar essa ligação entre o clube e o atleta, ainda que o argentino hoje esteja no Inter Miami.
Durante o período eleitoral, esse tipo de aposta, mesmo que Messi esteja fora dos planos de retorno imediato, funciona como uma carta política dentro do ambiente associativo do Barça, uma vez que o astro é querido por milhões de torcedores e pode influenciar positivamente a confiança dos sócios no projeto de gestão.
Além disso, a plataforma de Laporta também gira em torno de continuidade esportiva e institucional, aproveitando os momentos recentes de competitividade do time sob o comando do técnico Hansi Flick, as fases em torneios como a La Liga e a Champions League, e a reabertura em breve do Camp Nou após reformas.
📊 O que muda com a presidência interina
Com a renúncia, Rafa Yuste assume temporariamente como presidente interino, mantendo a estrutura administrativa do clube estável até a formação do novo mandato. Yuste já tem ampla experiência na direção do clube e é visto como um nome de transição estável, sem grandes rupturas no cotidiano do futebol e da gestão executiva do Barcelona.
A transição, prevista para durar até 30 de junho de 2026, permitirá que o clube siga cumprindo sua agenda esportiva, financeira e institucional, ao mesmo tempo em que se prepara para uma eleição com forte participação dos sócios e possíveis propostas de mudança na forma de gestão.
📌 O contexto político e esportivo do Barcelona
Joan Laporta já é uma figura histórica no FC Barcelona, tendo exercido o cargo em diversos mandatos distintos ao longo das duas últimas décadas, inclusive entre 2003 e 2010, período que ficou marcado por conquistas importantes.
Seu atual mandato começou em março de 2021, quando ele voltou à presidência num cenário de crise financeira e esportiva. Desde então, o clube acumulou títulos nacionais e voltou a disputar em alto nível na Europa, mesmo enfrentando desafios estruturais e competitivos.
A campanha de reeleição de Laporta aposta fortemente na ideia de continuidade e estabilidade, com a meta de consolidar uma era de recuperação sustentável para o clube, tanto dentro como fora de campo, de fortalecer a ligação emotiva com nomes indissociáveis da história do Barcelona, como Messi.
🧩 Conclusão
A renúncia de Joan Laporta como presidente do FC Barcelona para lançar sua candidatura à reeleição marca o início formal de um período decisivo para o clube. Com eleições programadas para março de 2026 e um cenário político com múltiplos candidatos, o Barcelona vive um momento de intensa mobilização interna, alinhando propostas esportivas, institucionais e até afetivas, como a aposta na ligação com Lionel Messi para convencer os sócios a escolherem seu próximo presidente.
Fontes: * Reuters * Goal * Gazeta Esportiva
