O Santos enfrenta um novo problema financeiro às vésperas da retomada do Campeonato Brasileiro.

O clube acumula aproximadamente R$ 30,2 milhões em direitos de imagem atrasados com o elenco profissional, referentes a dois meses de pagamentos.

A diretoria ainda não definiu quando conseguirá quitar o valor.

Diante da situação, o presidente Marcelo Teixeira se reuniu com os jogadores para explicar as dificuldades financeiras e tentar evitar que o problema afete o ambiente do futebol.

Santos deve dois meses de direitos de imagem

A folha mensal de direitos de imagem do Santos gira em torno de R$ 15,1 milhões.

Com duas parcelas pendentes, a dívida chegou aos R$ 30,2 milhões.

É importante diferenciar essa pendência dos salários registrados em carteira.

Os salários estão em dia. O problema atual está concentrado nos contratos de direitos de imagem.

Marcelo Teixeira conversa com jogadores

Sem uma entrada de recursos suficiente para resolver imediatamente a situação, Marcelo Teixeira adotou o diálogo com o elenco.

O presidente conversou com os jogadores nesta semana, apresentou as dificuldades enfrentadas pelo clube e afirmou que a regularização dos pagamentos é prioridade da gestão.

Ainda não existe, porém, uma data definida para a quitação.

Venda de JP Chermont ajuda, mas não resolve

O Santos também tenta reorganizar seu fluxo de caixa por meio da venda de JP Chermont ao Sharjah, dos Emirados Árabes Unidos.

O negócio pode chegar a aproximadamente R$ 18 milhões, dependendo do cumprimento de metas.

Mas o valor líquido previsto para o Santos é menor e não seria suficiente para cobrir sequer um mês completo dos direitos de imagem do elenco.

O clube conseguiu ainda negociar com Coritiba e representantes do jogador uma mudança nos repasses relacionados à transferência.

Parte desses pagamentos ficará condicionada ao cumprimento das metas previstas no contrato de Chermont com o Sharjah, reduzindo a pressão imediata sobre o caixa santista.

Outras dívidas pressionam o Santos

O problema não se limita ao elenco.

O Santos recebeu recentemente duas decisões que aumentaram ainda mais a pressão financeira.

Uma delas envolve aproximadamente R$ 15 milhões devidos ao ex-treinador Pedro Caixinha e sua comissão técnica, após decisão da Corte Arbitral do Esporte.

Outra cobrança é de aproximadamente R$ 18 milhões ao Cuiabá, relacionada ao negócio envolvendo o zagueiro Joaquim.

Somadas, essas duas obrigações chegam a cerca de R$ 33 milhões.

Eliminações afetaram planejamento financeiro

Marcelo Teixeira já havia reconhecido publicamente que as eliminações do Santos durante a temporada prejudicaram o planejamento de receitas.

O clube projetava avançar mais nas competições eliminatórias, principalmente na Copa Sul-Americana.

Premiações que faziam parte das projeções orçamentárias deixaram de entrar.

Com menos receitas esportivas do que o esperado, o Santos passou a enfrentar dificuldades maiores de fluxo de caixa.

Momento exige cuidado antes da volta do Brasileirão

A crise financeira acontece justamente durante a pausa da Data Fifa.

Isso dá à diretoria alguns dias para buscar alternativas antes da retomada do Campeonato Brasileiro.

O objetivo é evitar que a situação financeira interfira no desempenho esportivo durante a reta final da temporada.

A conversa direta com os jogadores faz parte dessa estratégia.

Conclusão

O Santos conseguiu manter os salários registrados do elenco em dia, mas enfrenta uma pendência significativa nos direitos de imagem.

Dois meses em aberto representam aproximadamente R$ 30,2 milhões.

Marcelo Teixeira já conversou com os jogadores e colocou a regularização como prioridade, mas ainda não existe uma data para o pagamento.

Ao mesmo tempo, condenações financeiras, receitas abaixo do previsto e a necessidade de reorganizar os recursos da venda de JP Chermont mostram que o problema vai além de um simples atraso.

O desafio do Santos agora é recuperar o fluxo de caixa sem permitir que a crise administrativa alcance o desempenho do time na reta final do Brasileirão.

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