O empate por 1 a 1 com a Austrália deixou problemas claros para Carlo Ancelotti corrigir antes do segundo confronto entre as seleções.

O Brasil volta a enfrentar os australianos na terça-feira (29), às 7h de Brasília, em Brisbane.

Mais do que o resultado em Townsville, alguns aspectos do desempenho chamaram atenção: pouca dinâmica na criação, excesso de bolas longas, falta de compactação e baixa eficiência no último terço.

Brasil precisa acelerar a construção

O Brasil teve dificuldades principalmente no início da partida.

A Austrália conseguiu controlar parte do primeiro tempo antes de a Seleção passar a ocupar melhor o campo ofensivo.

Marquinhos reconheceu depois do jogo que faltou dinâmica.

O capitão também apontou o excesso de bolas longas como um dos problemas.

Contra um adversário compacto, circular a bola mais rapidamente será fundamental para encontrar espaços.

Time precisa jogar mais compacto

Outro ponto citado diretamente por Marquinhos foi a distância entre os setores.

Segundo o zagueiro, o Brasil não esteve suficientemente compacto.

Isso interfere tanto na construção ofensiva quanto na reação depois da perda da bola.

Quando defesa, meio e ataque ficam distantes, a equipe encontra mais dificuldade para criar combinações curtas e também oferece espaços ao adversário.

Ancelotti terá de diminuir essas distâncias no segundo confronto.

Falta transformar oportunidades em gols

Esse foi o problema destacado pelo próprio treinador.

Ancelotti afirmou que faltou maior acerto no último terço.

As oportunidades existiram.

Raphinha obrigou o goleiro australiano a trabalhar, Estêvão teve chances e chegou a marcar antes do intervalo, mas o VAR anulou o gol por uma falta de Bruno Guimarães no início da jogada.

No segundo tempo, Estêvão desperdiçou outra boa oportunidade dentro da área.

O Brasil produziu situações suficientes para abrir o placar.

Não aproveitou.

Reação depois do gol foi positiva

Nem tudo funcionou mal em Townsville.

Depois de sofrer o gol de Nestory Irankunda, o Brasil reagiu.

Ancelotti colocou Pedro, Samuel Lino, Rayan, Mauro Júnior e Jair e aumentou a pressão sobre os australianos.

O empate apareceu aos 49 minutos.

Raphinha cobrou o escanteio e Rayan marcou de cabeça.

A jogada também mostrou uma alternativa importante: a bola parada.

Rayan revelou posteriormente que esse tipo de lance havia sido trabalhado nos treinamentos.

Mudanças mostram que Ancelotti procura respostas

O segundo amistoso também servirá para novas avaliações.

Ancelotti já deixou claro que pretende distribuir minutos e observar jogadores com menos espaço na Seleção.

Por isso, a revanche não será apenas uma tentativa de corrigir o resultado.

Também será outro laboratório.

A diferença é que agora o treinador possui informações concretas sobre o que não funcionou no primeiro confronto.

Raphinha centralizado pode mudar o ataque

O treino deste domingo trouxe uma das experiências mais interessantes.

Ancelotti testou Raphinha centralizado no ataque e alterou boa parte da equipe.

A ideia pode ajudar justamente em um dos problemas apresentados em Townsville: aumentar a movimentação no último terço.

Em vez de trabalhar apenas com uma referência fixa, Raphinha pode sair da área, trocar posições e abrir espaços para as infiltrações dos jogadores que chegam pelos lados.

É uma tentativa de encontrar novas soluções, não uma garantia de que o problema estará resolvido.

Segundo jogo precisa mostrar evolução

Ancelotti pediu paciência depois do empate.

O treinador reforçou que esta sequência possui caráter de avaliação e que pretende oferecer oportunidades a jogadores jovens.

Mas os testes também precisam produzir respostas.

Contra o mesmo adversário apenas quatro dias depois, será possível comparar diretamente o comportamento da equipe.

Se o Brasil conseguir jogar mais compacto, reduzir as bolas longas e aumentar a eficiência ofensiva, o segundo confronto já poderá mostrar evolução.

Conclusão

O 1 a 1 em Townsville mostrou que o problema do Brasil não foi simplesmente falta de posse ou de chegada ao ataque.

Faltou transformar controle em oportunidades mais claras e oportunidades em gols.

Marquinhos identificou pouca dinâmica, excesso de bolas longas e falta de compactação.

Ancelotti apontou a falta de acerto no último terço.

São justamente esses pontos que precisam evoluir na revanche.

As mudanças testadas em Brisbane mostram que o treinador já procura respostas.

Agora será necessário descobrir se elas funcionarão quando a bola voltar a rolar.

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