Marquinhos começa o ciclo da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2030 em uma posição diferente daquela que ocupava nos últimos anos.

Aos 32 anos, o zagueiro inicia seu quarto ciclo de Mundial e se tornou o jogador mais experiente da primeira convocação de Carlo Ancelotti depois da Copa de 2026.

Em um grupo com nove jogadores vivendo sua primeira experiência na Seleção principal, Marquinhos passa a exercer também um papel importante na transição entre gerações.

“Começou do zero para todo mundo”

Apesar dos quase 13 anos de Seleção, Marquinhos não considera que sua experiência garanta lugar no time.

O zagueiro afirmou nesta quinta-feira, na Austrália, que a abertura de um novo ciclo redefine a disputa dentro do elenco.

“Começou do zero para todo mundo.”

Marquinhos destacou que os jogadores mais experientes terão de lutar para permanecer na Seleção da mesma maneira que os jovens precisam aproveitar as oportunidades para conquistar espaço.

Marquinhos vira referência para os mais jovens

O cenário mudou consideravelmente depois da Copa.

Jogadores experientes como Neymar, Casemiro e Danilo não aparecem na primeira convocação pós-Mundial. Apenas nove dos 26 jogadores que estiveram na última Copa foram chamados para os amistosos contra Austrália e Índia.

Marquinhos e Douglas Santos, ambos com 32 anos, são os únicos jogadores acima dos 30 na atual lista.

Ancelotti também apontou Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Vinícius Júnior e Raphinha como referências capazes de ajudar os novos jogadores durante a transição.

Nove jogadores vivem primeira experiência

A renovação aparece diretamente na composição do grupo.

Nove atletas vivem sua primeira convocação para a Seleção principal neste período: Arthur Dias, Otávio, Breno Bidon, Jair, Mauro Júnior, Matheuzinho, Martinelli, Pedro Morisco e Gabriel Bontempo.

A CBF também vem reforçando a integração entre a equipe principal e as seleções de base como parte do processo de renovação para os próximos anos.

Para Marquinhos, a experiência dos veteranos pode ser importante principalmente para ajudar esses jogadores a compreender rapidamente as exigências de Ancelotti.

Vitor Reis pode formar dupla com Marquinhos

A própria preparação para enfrentar a Austrália oferece um exemplo dessa transição.

No último treino em Brisbane, Ancelotti colocou Vitor Reis ao lado de Marquinhos na provável defesa titular.

Gabriel Magalhães trabalhou com os reservas e pode estar sendo preservado por controle de carga.

Assim, Marquinhos poderá iniciar o novo ciclo justamente formando dupla com um jogador de uma geração mais jovem.

Zagueiro já ultrapassou 100 jogos pelo Brasil

Marquinhos chega ao novo ciclo com um histórico expressivo.

Durante a Copa do Mundo de 2026, ele alcançou 108 partidas pela Seleção e tornou-se o segundo zagueiro com mais jogos pelo Brasil, atrás apenas de Thiago Silva.

Sua trajetória na equipe principal começou em novembro de 2013.

Desde então, disputou as Copas de 2018, 2022 e 2026 e participou de cinco edições da Copa América, conquistando o torneio em 2019.

Antes de 2030, objetivo passa pela Copa América

Apesar de começar seu quarto ciclo de Mundial, Marquinhos evita tratar a Copa de 2030 como único objetivo.

O zagueiro colocou a recuperação da confiança, a evolução do desempenho e a Copa América de 2028 como etapas importantes antes do próximo Mundial.

A própria CBF definiu os amistosos contra Austrália e Índia como o começo de uma preparação que terá a Copa América de 2028 e a Copa do Mundo de 2030 como referências.

Conclusão

Marquinhos inicia seu quarto ciclo de Copa em uma Seleção bem diferente daquela que disputou o Mundial de 2026.

Aos 32 anos, tornou-se uma das principais referências de um elenco com nove jogadores vivendo sua primeira experiência na equipe principal.

O histórico de 108 partidas oferece experiência para ajudar na renovação, mas o próprio zagueiro reconhece que o novo ciclo também reinicia a disputa por posições.

Contra a Austrália, ele poderá começar essa nova etapa justamente ao lado de Vitor Reis, simbolizando em campo a transição entre gerações que Ancelotti começa a promover.

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