Camisa 10 se despede da Albiceleste depois de 21 anos, seis Copas do Mundo e uma trajetória que passou de derrotas traumáticas ao título mundial; decisão foi tomada após a final contra a Espanha e abre oficialmente uma nova era na Argentina
A história de Lionel Messi com a Seleção Argentina chegou oficialmente ao fim.
Aos 39 anos, o atacante anunciou na segunda-feira, 31 de agosto de 2026, que não voltará a defender a Argentina. A despedida encerra uma trajetória de 207 partidas e 125 gols pela seleção principal, construída ao longo de 21 anos.
A última partida aconteceu justamente na final da Copa do Mundo de 2026, perdida por 1 a 0 para a Espanha.
Mas a decisão não foi tomada nesta semana. Messi revelou que escreveu sua carta de despedida em 21 de julho de 2026, dois dias depois da final do Mundial. Guardou o texto durante mais de um mês e, ao relê-lo semanas depois, percebeu que continuava convencido de que era o momento de encerrar o ciclo.
Dessa vez, diferentemente do que aconteceu em 2016, a despedida tem caráter definitivo.
O que Messi disse ao anunciar a aposentadoria?
Messi publicou uma longa carta para explicar sua decisão. O argentino reconheceu que deixar a seleção é doloroso, mas afirmou entender que chegou o momento de encerrar essa etapa da carreira.
Uma das frases que sintetizam sua decisão foi: “Me vacié, ya no tengo más para dar”, que pode ser traduzida como “Me esvaziei, não tenho mais nada para dar”.
Messi também mencionou outro fator importante: existe uma nova geração surgindo e, na avaliação do camisa 10, esses jogadores precisam receber espaço dentro da seleção.
O atacante afirmou ainda que continuará acompanhando a Argentina, mas agora como torcedor.
Carta estava escrita desde 21 de julho
Esse é um dos detalhes mais importantes da aposentadoria.
Messi não tomou a decisão depois de semanas de especulação. Ela já estava praticamente definida logo após a Copa do Mundo.
A carta publicada em 31 de agosto foi escrita originalmente em 21 de julho, apenas dois dias depois da final contra a Espanha.
No próprio texto, Messi explicou quando aquelas palavras haviam sido escritas. Ao reler a mensagem posteriormente, afirmou estar ainda mais convencido da decisão.
Isso muda a interpretação da aposentadoria. Não foi uma reação imediata a críticas ou a uma queda de rendimento no Inter Miami. Foi uma decisão tomada praticamente no momento em que terminou sua última Copa do Mundo.
Final contra a Espanha acabou sendo o último jogo
A despedida de Messi dos gramados pela Argentina aconteceu em uma final de Copa do Mundo.
Em 19 de julho de 2026, Argentina e Espanha decidiram o Mundial. A seleção espanhola venceu por 1 a 0 e impediu o bicampeonato consecutivo argentino.
Sem que o público soubesse naquele momento, aquela partida também encerrava uma das maiores carreiras internacionais da história do futebol.
Messi deixou o torneio como vice-campeão mundial, mas sua participação individual esteve longe de ser apenas simbólica.
Messi marcou oito gols na Copa do Mundo de 2026
Mesmo aos 39 anos, Messi continuou sendo um dos principais jogadores da Argentina.
Na Copa de 2026, marcou oito gols e distribuiu quatro assistências. Os gols foram anotados contra Argélia, Áustria, Jordânia, Cabo Verde e Egito.
Portanto, sua despedida não aconteceu como a de um jogador que já não conseguia competir em alto nível. Messi encerrou sua última Copa ainda como protagonista ofensivo da seleção.
Foram 21 gols em Copas do Mundo
Somando todas as participações, Messi encerra sua trajetória nos Mundiais com 21 gols.
Sua primeira Copa aconteceu em 2006, na Alemanha, e a última exatamente duas décadas depois.
Messi disputou os Mundiais de 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026, totalizando seis participações.
É uma longevidade extraordinária mesmo quando comparada à trajetória de outros grandes jogadores da história.
Messi estreou pela Argentina em 2005
A história com a seleção principal começou quando Messi ainda estava construindo seu nome no Barcelona.
Sua estreia aconteceu em 2005, aos 18 anos.
Curiosamente, a primeira partida também produziu um dos momentos mais estranhos de sua carreira internacional. Messi entrou no segundo tempo de um amistoso contra a Hungria e foi expulso poucos instantes depois.
Era impossível imaginar naquele momento que aquele adolescente terminaria sua trajetória como o jogador com mais partidas e mais gols pela Argentina.
Ninguém jogou mais vezes pela Argentina
Messi encerra sua trajetória internacional com 207 partidas, a maior marca da história da seleção.
Durante duas décadas, atravessou diferentes gerações, treinadores e reconstruções. Jogou ao lado de nomes como Juan Román Riquelme, Javier Mascherano, Carlos Tévez, Sergio Agüero, Ángel Di María, Gonzalo Higuaín, Rodrigo De Paul, Julián Álvarez e Lautaro Martínez.
Poucos jogadores conseguiram atravessar tantas transformações mantendo protagonismo por tanto tempo.
Messi termina com 125 gols pela seleção
Além da marca de partidas, Messi deixa a Argentina com 125 gols em 207 jogos, média aproximada de 0,60 gol por partida.
Mas os números não contam sozinhos toda a história.
A relação entre Messi e a seleção argentina foi, durante muitos anos, extremamente complicada. Antes dos títulos vieram derrotas, críticas e uma cobrança constante sobre aquilo que conseguia fazer pelo Barcelona, mas ainda não havia conseguido repetir em termos de conquistas com a seleção principal.
Algumas dessas derrotas quase encerraram sua trajetória muito antes de 2026.
Antes de ser campeão, Messi perdeu três grandes finais seguidas
Entre 2014 e 2016, a Argentina chegou muito perto de conquistar grandes títulos e perdeu três decisões consecutivas.
Na Copa do Mundo de 2014, chegou à final contra a Alemanha e perdeu por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Mario Götze. Messi deixou o Maracanã com o prêmio de melhor jogador da competição, mas sem a taça que mais desejava.
Na Copa América de 2015, a Argentina voltou a disputar uma final, dessa vez contra o Chile. Depois de empate sem gols, os chilenos venceram nos pênaltis.
Um ano depois, Argentina e Chile voltaram a decidir um título na Copa América Centenário de 2016. Houve novo empate, nova disputa por pênaltis e outra derrota argentina. Messi desperdiçou sua cobrança.
Depois da partida, tomou uma decisão radical.
Messi já havia deixado a seleção em 2016
Esta não é tecnicamente a primeira vez que Messi anuncia sua saída da Argentina.
Depois da derrota para o Chile em 2016, afirmou que sua história na seleção havia terminado. Ele tinha apenas 29 anos.
A frustração era enorme. Messi havia perdido sucessivas finais importantes com a seleção principal e ainda carregava constantes comparações com Diego Maradona.
Naquele momento, parecia possível que sua história com a Argentina terminasse sem um grande título pela equipe principal.
Mas Messi voltou atrás.
E essa decisão mudou completamente seu legado.
Dez anos separam duas despedidas completamente diferentes
Existe uma simetria interessante na trajetória.
Em 2016, Messi deixou a seleção derrotado, frustrado e sem conseguir conquistar um grande título com a equipe principal.
Em 2026, despede-se campeão mundial, bicampeão da Copa América e como o jogador com mais partidas e gols pela Argentina.
São dez anos separando duas decisões completamente diferentes.
A primeira nasceu depois de uma derrota traumática e acabou sendo revertida. A segunda chega depois de uma década em que Messi finalmente conquistou os títulos que faltavam à sua trajetória internacional.
Copa América de 2021 mudou a história
O grande ponto de virada aconteceu no Brasil.
A Argentina chegou à final da Copa América de 2021 contra a seleção brasileira, no Maracanã. Ángel Di María marcou o gol da vitória por 1 a 0.
Messi finalmente conquistava seu primeiro grande título pela seleção principal.
A imagem do capitão sendo abraçado pelos companheiros depois do apito final tornou-se um dos símbolos daquela geração.
Depois de anos sendo questionado pela falta de títulos internacionais, a narrativa em torno de sua passagem pela seleção começou a mudar.
Finalíssima confirmou nova fase
Em 2022, Argentina e Itália disputaram a Finalíssima em Wembley.
A Albiceleste venceu por 3 a 0, com Messi novamente exercendo papel central na equipe.
A conquista aumentou a confiança de uma seleção que chegaria poucos meses depois ao Catar com uma sequência longa de invencibilidade.
Mas aquele título ainda seria apenas uma preparação para o maior momento da carreira internacional de Messi.
Copa do Mundo de 2022 completou a redenção
No Catar, Messi finalmente conquistou a Copa do Mundo.
A Argentina começou o torneio de maneira desastrosa, perdendo para a Arábia Saudita na estreia. A partir daquele momento, praticamente não poderia mais errar.
A equipe reagiu, avançou de fase e eliminou Austrália, Holanda e Croácia antes de chegar à final contra a França.
Depois de um dos jogos mais dramáticos da história das Copas, a decisão terminou empatada por 3 a 3 e foi para os pênaltis.
A Argentina venceu.
Messi levantou a Copa do Mundo.
A conquista mudou definitivamente a maneira como sua carreira internacional seria lembrada.
Copa América de 2024 ampliou a geração vencedora
Dois anos depois, a Argentina voltou a conquistar a Copa América.
Foi o segundo título continental de Messi pela seleção principal.
Em poucos anos, uma geração que antes carregava o peso de sucessivas derrotas passou a acumular conquistas: Copa América de 2021, Finalíssima de 2022, Copa do Mundo de 2022 e Copa América de 2024.
A cobrança que acompanhou Messi durante boa parte da carreira praticamente desapareceu.
Quais títulos Messi conquistou pela Argentina?
Pela seleção principal, Messi conquistou a Copa do Mundo de 2022, as Copas América de 2021 e 2024 e a Finalíssima de 2022.
Nas categorias anteriores, também conquistou o Mundial Sub-20 de 2005 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008.
A lista ajuda a entender como sua trajetória mudou.
Durante anos, uma das principais discussões do futebol internacional era por que Messi acumulava tantos títulos e recordes nos clubes, mas ainda não havia conquistado os principais torneios com a Argentina.
No final da carreira, essa discussão perdeu sentido.
A relação com os argentinos também mudou
Talvez esse seja um dos aspectos mais interessantes de sua história.
Messi sempre foi argentino, mas cresceu futebolisticamente na Espanha. Mudou-se para Barcelona ainda criança e não construiu sua carreira profissional em clubes argentinos.
Isso criou uma relação diferente daquela vivida por Diego Maradona.
Durante anos, parte da torcida questionou se Messi conseguia reproduzir pela seleção aquilo que fazia pelo Barcelona. As derrotas em decisões importantes aumentavam essa cobrança.
O ciclo iniciado com a Copa América de 2021 alterou profundamente essa percepção.
Messi deixou de ser apenas o melhor jogador argentino de sua geração e passou a ocupar definitivamente um lugar central na história esportiva do país.
O título de 2022 mudou a comparação com Maradona
Durante grande parte da carreira, qualquer discussão sobre Messi na Argentina inevitavelmente chegava a Diego Maradona.
Maradona havia conduzido a seleção ao título mundial de 1986.
Messi acumulava Champions League, Bolas de Ouro, gols e recordes pelo Barcelona, mas a ausência de uma Copa do Mundo continuava sendo utilizada na comparação.
Depois de 2022, essa diferença desapareceu.
Messi passou a ter sua própria Copa do Mundo, conquistada como capitão e principal referência técnica da equipe.
Sua trajetória internacional deixou de depender dessa ausência.
A despedida de 2026 é muito diferente da de 2016
Dez anos atrás, Messi anunciou que deixaria a seleção depois de outra derrota traumática.
Agora, sai campeão mundial, bicampeão da Copa América, com 207 partidas e 125 gols e como uma das principais figuras do período mais vitorioso da Argentina nas últimas décadas.
O contexto é completamente diferente.
Não existe mais a sensação de uma carreira internacional incompleta.
Existe a percepção de um ciclo encerrado.
Companheiros começaram imediatamente as homenagens
Pouco depois do anúncio, jogadores da Argentina começaram a publicar mensagens para Messi.
Rodrigo De Paul, companheiro do atacante tanto na seleção quanto no Inter Miami, foi um dos primeiros. Cristian Romero, Leandro Paredes, Nicolás Tagliafico e outros integrantes da geração campeã também prestaram homenagens.
A própria seleção argentina publicou mensagens de agradecimento ao camisa 10.
A repercussão rapidamente ultrapassou a Argentina e ganhou destaque nos principais veículos esportivos internacionais.
Messi não está se aposentando do futebol
Existe uma diferença importante.
Messi anunciou sua aposentadoria da Seleção Argentina, não da carreira profissional.
Aos 39 anos, continua jogador do Inter Miami, com contrato válido até o final de 2028.
Portanto, ainda existe a possibilidade de Messi permanecer no futebol profissional por mais temporadas.
O que terminou foi sua trajetória internacional.
Messi continua decisivo pelo Inter Miami
A idade também não significa que Messi tenha deixado de produzir em alto nível.
Pouco antes de anunciar a aposentadoria internacional, o argentino marcou quatro gols em uma única partida pelo Inter Miami na MLS.
Isso reforça uma característica peculiar da despedida.
Messi não está deixando a seleção simplesmente porque deixou de conseguir competir. Ele decidiu encerrar especificamente o ciclo argentino.
Por que Messi decidiu parar?
Pela própria carta, existem três elementos centrais: a sensação de que seu ciclo terminou, a percepção de que entregou tudo o que poderia à seleção e a necessidade de abrir espaço para uma nova geração.
Esse último ponto será particularmente importante para Lionel Scaloni e para a Associação do Futebol Argentino.
A saída de Messi não representa apenas a perda de um atacante.
Ela obriga a seleção a reorganizar boa parte de sua estrutura técnica e de liderança.
Quem ocupará o espaço de Messi na Argentina?
Não existe uma substituição simples.
Messi exercia diversas funções: organizava jogadas, finalizava, cobrava faltas e pênaltis, atraía marcação, comandava a equipe e servia como principal referência técnica.
Essas responsabilidades provavelmente precisarão ser distribuídas entre diferentes jogadores.
A Argentina terá de encontrar uma nova maneira de jogar sem construir tantas ações ao redor do camisa 10.
Julián Álvarez passa a ter ainda mais responsabilidade
Entre os jogadores da geração seguinte, Julián Álvarez naturalmente aparece como uma das principais referências ofensivas.
Ele já possui experiência de Copa do Mundo e teve participação importante na conquista de 2022.
Mas seu papel será diferente.
Não se trata de procurar um “novo Messi”. A Argentina precisará construir um novo funcionamento coletivo sem depender da presença permanente de um jogador que concentrou tantas funções durante duas décadas.
A camisa 10 também ganha outro peso
Existe ainda uma questão simbólica.
Quem utilizará a camisa 10?
Tecnicamente, trata-se apenas de um número. Na Argentina, depois de Maradona e Messi, deixou de ser apenas isso.
O próximo jogador que assumir a camisa inevitavelmente conviverá com comparações.
A federação e a comissão técnica precisarão administrar essa transição.
Futuro de Scaloni também entra na discussão
A aposentadoria de Messi não é a única questão envolvendo o próximo ciclo argentino.
Lionel Scaloni possui contrato até o fim de 2026.
Outros jogadores experientes também se aproximam das etapas finais de suas carreiras internacionais.
Isso significa que a Argentina pode atravessar uma renovação muito maior do que simplesmente retirar Messi da escalação.
A equipe que chegar à Copa do Mundo de 2030 será inevitavelmente diferente daquela que conquistou o título no Catar.
Messi sai ainda competitivo
Esse talvez seja um dos aspectos mais importantes da decisão.
Grandes jogadores frequentemente permanecem até o momento em que a queda de rendimento obriga treinador e seleção a reduzir seu espaço.
Messi escolheu outro caminho.
Mesmo depois de marcar oito gols na Copa do Mundo de 2026 e continuar produzindo pelo Inter Miami, decidiu encerrar sua trajetória internacional.
Isso permite que sua última imagem em um Mundial seja a de um jogador ainda relevante para sua seleção.
Último jogo foi uma final de Copa do Mundo
Messi começou sua trajetória mundialista em 2006.
Vinte anos depois, encerrou-a disputando outra final.
A Argentina não conseguiu o bicampeonato contra a Espanha, mas a derrota não altera aquilo que havia sido construído nas temporadas anteriores.
Ela apenas definiu o ponto final.
De promessa questionada a capitão campeão
A trajetória de Messi pela Argentina pode ser dividida em três grandes fases.
Primeiro apareceu o jovem que surgiu no Barcelona e rapidamente passou a carregar expectativas gigantescas.
Depois veio o craque pressionado, que acumulava recordes individuais, mas era constantemente cobrado pelas derrotas em finais.
Por fim surgiu o capitão de uma geração vencedora, que conquistou a Copa América, a Finalíssima e a Copa do Mundo.
É essa última versão que encerra a história.
Os números finais de Messi pela Argentina
| Marca | Número |
| Jogos pela seleção principal | 207 |
| Gols | 125 |
| Gols em Copas do Mundo | 21 |
| Copas disputadas | 6 |
| Gols na Copa de 2026 | 8 |
| Assistências na Copa de 2026 | 4 |
| Copa do Mundo | 1 |
| Copas América | 2 |
| Finalíssima | 1 |
| Ouro olímpico | 1 |
| Mundial Sub-20 | 1 |
O que muda para a Argentina?
A mudança vai muito além da escalação.
Pela primeira vez em mais de duas décadas, a seleção começará um ciclo sem organizar parte importante de seu projeto ao redor de Messi.
Será necessário encontrar uma nova liderança, uma nova referência técnica e uma nova estrutura ofensiva.
A Argentina continuará tendo jogadores de elite.
Mas começa agora algo que uma geração inteira de torcedores praticamente nunca experimentou: uma Seleção Argentina sem Lionel Messi.
Conclusão
Lionel Messi encerra sua trajetória pela Seleção Argentina depois de 207 partidas, 125 gols e seis Copas do Mundo, além dos títulos da Copa do Mundo de 2022, das Copas América de 2021 e 2024 e da Finalíssima de 2022.
Sua história internacional passou por fases completamente diferentes. Houve derrotas que pareciam impossíveis de superar, críticas, a primeira despedida em 2016, o retorno e finalmente a sequência de conquistas que mudou sua relação com a seleção.
A carta anunciando o fim estava escrita desde 21 de julho, dois dias depois da derrota para a Espanha na final da Copa de 2026. Messi esperou mais de um mês antes de torná-la pública e afirmou que, ao reler suas próprias palavras, continuava convencido da decisão.
Aos 39 anos, ele continua sua carreira no Inter Miami, mas encerra definitivamente seu ciclo internacional.
Para a Argentina, termina uma era de mais de duas décadas e começa um processo que envolve muito mais do que encontrar outro jogador para vestir a camisa 10. A seleção terá de construir uma nova identidade sem o atleta que ocupou o centro de seu projeto esportivo durante grande parte deste século.


















