Galo chega embalado por 13 jogos de invencibilidade, enquanto Raposa aposta em bom retrospecto na Arena MRV e na força de seus principais jogadores para avançar às semifinais
Atlético-MG e Cruzeiro voltam a se enfrentar nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, em um dos jogos mais importantes da temporada para os dois clubes.
O clássico começa às 21h, na Arena MRV, em Belo Horizonte, e vale uma vaga na semifinal da Copa do Brasil.
Depois do empate por 1 a 1 no primeiro confronto, no Mineirão, ninguém entra em campo com vantagem no placar agregado.
Quem vencer avança.
Se houver novo empate, a vaga será decidida nos pênaltis.
Além da rivalidade histórica, o confronto coloca frente a frente duas equipes que chegam à decisão em momentos diferentes: o Atlético-MG vive sua melhor sequência na temporada, enquanto o Cruzeiro tenta recuperar estabilidade depois de resultados recentes abaixo do esperado.
O que aconteceu no primeiro jogo?
Atlético-MG e Cruzeiro empataram por 1 a 1 no Mineirão, no dia 25 de agosto.
O Cruzeiro abriu o placar com Arroyo, enquanto o Atlético buscou o empate com Renan Lodi.
O jogo teve equilíbrio durante grande parte do tempo e deixou a eliminatória completamente aberta.
O Cruzeiro conseguiu criar algumas das melhores oportunidades principalmente quando aumentou a participação de Gerson e Matheus Pereira no segundo tempo, enquanto o Atlético mostrou consistência defensiva e encontrou espaços pelos lados do campo.
O resultado eliminou qualquer vantagem para a partida de volta.
O que cada time precisa para se classificar?
A situação é simples.
Vitória do Atlético-MG: Atlético classificado.
Vitória do Cruzeiro: Cruzeiro classificado.
Qualquer empate: decisão nos pênaltis.
Não existe critério de gol fora de casa.
Portanto, nenhum dos dois clubes pode administrar vantagem construída no primeiro confronto.
Atlético chega com 13 jogos de invencibilidade
O principal argumento do Atlético-MG para entrar confiante no clássico está no momento da equipe.
O time comandado por Eduardo Domínguez não perde há 13 partidas.
É a melhor sequência do clube em 2026.
No último compromisso antes do clássico, o Atlético venceu o Vitória por 2 a 1, na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro.
O detalhe é importante: Domínguez utilizou uma equipe majoritariamente reserva.
Isso permitiu preservar grande parte dos principais jogadores para a decisão contra o Cruzeiro.
Além da classificação na Copa do Brasil, o Atlético também tenta consolidar a reação no Brasileirão, competição em que aparece na sétima colocação com 36 pontos.
Vitória sobre o Vitória ajudou a preservar titulares
O planejamento do Atlético para o clássico começou antes mesmo desta terça-feira.
Contra o Vitória, a comissão técnica decidiu reduzir o desgaste dos jogadores que normalmente formam a base da equipe titular.
A estratégia deu resultado.
Mesmo com várias mudanças, o Atlético venceu por 2 a 1.
Thiago Borbas e Reinier marcaram os gols.
A vitória manteve a sequência positiva e permitiu que o grupo chegasse ao clássico com mais jogadores descansados.
Em uma fase eliminatória equilibrada, esse aspecto físico pode ser relevante.
Atlético tem bom retrospecto em mata-matas na Arena MRV
A Arena MRV também representa um fator importante para o Atlético.
Desde a inauguração do estádio, o clube já disputou diferentes confrontos eliminatórios em casa.
De acordo com levantamento do ge, o Atlético conseguiu classificação em 10 oportunidades e foi eliminado apenas duas vezes em jogos de mata-mata envolvendo partidas na Arena MRV.
O retrospecto reforça a confiança alvinegra.
Mas existe uma ressalva importante.
O Cruzeiro é justamente um dos poucos clubes que já conseguiram vencer o Atlético em sua casa em partidas eliminatórias.
Cruzeiro tem vantagem no retrospecto recente da Arena MRV
Se o Atlético confia no fator casa, o Cruzeiro também encontra argumentos no histórico recente do estádio.
Até o momento, foram sete clássicos entre os rivais na Arena MRV.
O Cruzeiro venceu três.
Houve dois empates.
E o Atlético venceu duas vezes.
A Raposa marcou nove gols e sofreu oito.
Além disso, Cruzeiro e Flamengo são os únicos clubes que já conseguiram vencer o Atlético na Arena MRV em confrontos de mata-mata.
Por isso, jogar fora de casa não representa um cenário desconhecido para o time celeste.
Cruzeiro tenta reagir após derrota para o Vasco
A preparação celeste, porém, aconteceu em um ambiente diferente.
No último compromisso pelo Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro perdeu para o Vasco por 3 a 1.
Artur Jorge utilizou uma formação bastante modificada, preservando boa parte dos titulares para o clássico.
Mesmo assim, o treinador demonstrou insatisfação com alguns aspectos da atuação.
Depois da partida, cobrou mais intensidade da equipe.
A derrota também aumentou a atenção sobre o momento recente da Raposa, que chega à decisão sem vencer seus dois últimos jogos na temporada.
Artur Jorge cobrou mais intensidade
Depois da derrota para o Vasco, Artur Jorge foi direto ao analisar aquilo que espera contra o Atlético.
O treinador destacou a necessidade de aumentar a intensidade competitiva.
Isso tem relação direta com o que aconteceu no primeiro clássico.
No Mineirão, o Cruzeiro teve períodos em que conseguiu controlar a posse e construir jogadas, mas também sofreu quando o Atlético aumentou a pressão.
Em um jogo eliminatório fora de casa, permitir longos períodos de domínio ao adversário pode ser ainda mais perigoso.
Cruzeiro deve ter seus principais jogadores disponíveis
Apesar do resultado negativo no Brasileirão, Artur Jorge chega ao clássico com boa parte da estrutura titular à disposição.
A principal notícia envolve Jonathan Jesus, que havia sofrido uma luxação no ombro.
O defensor participou normalmente da partida contra o Vasco e tende a ficar disponível.
Outro nome importante é Kaio Jorge.
O atacante recebeu apenas advertência do STJD por uma falta cometida em Ruan Tressoldi no jogo de ida e poderá atuar normalmente.
Com isso, o Cruzeiro pode utilizar praticamente toda sua força ofensiva.
Kaio Jorge tem histórico forte contra o Atlético
Kaio Jorge vive um momento de menor produção individual, mas possui números interessantes em clássicos contra o Atlético.
Em 2026, marcou em três dos quatro clássicos disputados antes da partida de hoje.
Somando seus gols contra o rival, chegou a seis no século atual pelo Cruzeiro, igualando marcas de nomes como Alex, Arrascaeta e Guilherme.
No jogo de ida das quartas de final, porém, passou em branco.
Para o Cruzeiro, recuperar a participação ofensiva do centroavante será importante.
Matheus Pereira e Gerson podem definir o meio-campo
Outro ponto central será o controle da região intermediária.
O Cruzeiro possui jogadores tecnicamente fortes no setor.
Matheus Pereira continua sendo uma das principais referências criativas da equipe.
Gerson acrescenta condução, força física e capacidade de entrar na área.
Existe ainda a possibilidade de Artur Jorge utilizar Matheus Henrique no lugar de Wesley, aumentando a presença de meio-campistas.
Essa alternativa deixaria o Cruzeiro com maior capacidade de controlar a posse e reduzir a pressão do Atlético.
Atlético pode ter problema no gol
Do lado alvinegro, uma das principais dúvidas envolve Everson.
O goleiro sofreu um trauma no pé esquerdo e ficou fora da vitória sobre o Vitória.
O Atlético não divulgou detalhes mais profundos sobre a lesão.
Caso Everson não tenha condições, Gabriel Delfim deverá ser o titular.
A ausência seria relevante porque Everson é uma das principais lideranças do elenco e possui grande experiência em partidas eliminatórias.
Além das defesas, sua participação com os pés é importante na construção das jogadas do Atlético.
Gabriel Delfim se prepara para possível clássico como titular
A possibilidade de substituir Everson coloca Gabriel Delfim diante de uma das partidas mais importantes de sua carreira.
O jovem goleiro já vinha sendo preparado pela comissão técnica para a possibilidade.
Em um confronto que pode terminar nos pênaltis, a posição ganha ainda mais importância.
Se o jogo permanecer empatado depois dos 90 minutos, Atlético e Cruzeiro irão diretamente para as cobranças.
Por isso, a situação de Everson continuará sendo acompanhada até a divulgação oficial da escalação.
Ruan Tressoldi também é dúvida
Outra situação monitorada pelo Atlético envolve Ruan Tressoldi.
O zagueiro passou pelo protocolo de concussão depois de uma falta sofrida no primeiro jogo.
A tendência é que esteja disponível, mas Vitão aparece como alternativa.
Eduardo Domínguez também não poderá contar com outros jogadores lesionados.
Léo Duarte, Lyanco e Igor Gomes estão fora.
Isso reduz algumas opções defensivas para o treinador.
Como o Atlético pode jogar?
A tendência é que Domínguez mantenha boa parte da estrutura utilizada no primeiro confronto.
O provável Atlético tem: Gabriel Delfim ou Everson; Alan Franco, Ruan Tressoldi ou Vitão, Vitor Hugo e Renan Lodi; Castaño, Maycon e Fred; Bernard, Cuello e Cassierra.
A proposta deve passar novamente por intensidade no meio-campo e utilização dos lados.
Cuello foi um dos jogadores mais participativos no primeiro clássico e pode voltar a ser importante.
Renan Lodi, autor do gol no Mineirão, também oferece profundidade pelo lado esquerdo.
Como o Cruzeiro pode jogar?
O Cruzeiro deve começar com: Otávio; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Villalba; Lucas Romero, Gerson e Matheus Pereira; Arroyo, Wesley ou Matheus Henrique e Kaio Jorge.
A principal dúvida está justamente na composição do meio.
Se Matheus Henrique entrar, o Cruzeiro ganha um jogador adicional por dentro.
Se Wesley começar, a equipe tende a ter mais presença ofensiva pelos lados.
Artur Jorge precisará decidir entre maior controle do meio-campo ou maior agressividade no ataque.
Arroyo chega fortalecido pelo gol da ida
Arroyo também ganhou importância depois do primeiro confronto.
Foi dele o gol do Cruzeiro no Mineirão.
A atuação mostrou uma alternativa ofensiva importante, principalmente em uma partida em que Kaio Jorge e Wesley tiveram dificuldades para participar da criação.
No jogo de volta, o Atlético certamente dará atenção especial aos movimentos do atacante.
Meio-campo pode decidir o clássico
O primeiro confronto mostrou que o duelo no meio será determinante.
O Atlético possui jogadores capazes de pressionar e recuperar a bola rapidamente.
O Cruzeiro tem mais atletas com capacidade de controlar a posse e criar passes entre linhas.
Quem conseguir impor seu estilo nessa região provavelmente terá mais possibilidades de controlar o jogo.
Em partidas eliminatórias equilibradas, o domínio do meio-campo muitas vezes define onde o jogo será disputado.
Atlético pode pressionar no início
O fator casa também pode influenciar a estratégia inicial.
Jogando na Arena MRV e diante da própria torcida, o Atlético tende a tentar aumentar a intensidade nos primeiros minutos.
O objetivo seria empurrar o Cruzeiro para trás e aproveitar o ambiente do estádio.
Para a Raposa, superar esse período inicial sem sofrer pode ser fundamental.
Com o passar do tempo, a necessidade de vitória pode aumentar a ansiedade do mandante.
Cruzeiro pode explorar espaços
Se o Atlético avançar demais suas linhas, o Cruzeiro terá oportunidade de utilizar transições.
Kaio Jorge, Arroyo e os jogadores que chegam do meio possuem capacidade para atacar espaços.
Essa situação pode se tornar especialmente perigosa caso o Atlético perca a bola com muitos jogadores no campo ofensivo.
O equilíbrio entre pressionar e proteger a defesa será um dos desafios de Domínguez.
Pênaltis são uma possibilidade real
O empate por 1 a 1 na primeira partida criou uma situação em que a disputa de pênaltis não pode ser ignorada.
Qualquer novo empate leva diretamente às cobranças.
Isso significa que os treinadores também precisam considerar substituições pensando nessa possibilidade.
Jogadores com bom histórico de cobranças podem ser preservados.
Goleiros também ganham protagonismo.
Por isso, a condição de Everson é particularmente relevante.
Cruzeiro tenta usar tradição na Copa do Brasil
A Copa do Brasil possui importância especial para a história do Cruzeiro.
O clube é o maior campeão do torneio, com seis títulos.
A última conquista aconteceu em 2018.
Desde então, nenhum clube ultrapassou essa marca.
Grêmio e Flamengo aparecem logo atrás, com cinco títulos cada.
O Cruzeiro tenta ampliar novamente sua presença entre os principais protagonistas da competição.
Atlético busca transformar bom momento em classificação
Para o Atlético, a classificação também representaria mais do que simplesmente avançar uma fase.
A equipe atravessou períodos de irregularidade durante a temporada.
Agora, a sequência de 13 partidas sem derrota criou um ambiente diferente.
Eliminar o maior rival em uma competição nacional poderia consolidar definitivamente esse crescimento.
Por outro lado, uma eliminação dentro de casa teria impacto considerável justamente no momento em que a equipe parece recuperar confiança.
Clássico também pesa emocionalmente
Em uma eliminatória entre rivais, o aspecto emocional ganha importância.
Atlético e Cruzeiro sabem que a consequência da derrota vai além da eliminação.
Quem avançar seguirá na luta por um título nacional.
Quem perder terá de conviver com a eliminação diante do maior rival.
Isso aumenta a pressão sobre jogadores e treinadores.
Cartões desnecessários, reclamações e erros de concentração podem ter peso ainda maior.
Raphael Claus será o árbitro
A CBF escalou Raphael Claus, de São Paulo, para comandar a partida.
Os assistentes serão Danilo Ricardo Simon Manis e Victor Hugo Imazu dos Santos.
O VAR será Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral.
Em um clássico eliminatório com possibilidade de decisões dentro das áreas, a atuação da arbitragem também estará sob grande atenção.
Onde assistir Atlético-MG x Cruzeiro?
A partida terá transmissão de Sportv e Premiere para todo o Brasil.
O jogo começa às 21h, horário de Brasília, na Arena MRV.
O ge também acompanha a partida em tempo real.
Serviço do jogo
Atlético-MG x Cruzeiro
Competição: Copa do Brasil 2026
Fase: Quartas de final — jogo de volta
Data: 1º de setembro de 2026
Horário: 21h de Brasília
Local: Arena MRV, Belo Horizonte
Primeiro jogo: Cruzeiro 1 x 1 Atlético-MG
Transmissão: Sportv e Premiere
Em caso de empate: disputa de pênaltis
O que está em jogo?
A resposta mais óbvia é uma vaga na semifinal.
Mas para os dois clubes existe muito mais.
Para o Atlético, é a oportunidade de transformar uma sequência de 13 jogos sem perder em uma classificação de enorme peso esportivo e emocional.
Para o Cruzeiro, é a chance de voltar a mostrar sua força em uma competição que faz parte de sua identidade e, ao mesmo tempo, eliminar o rival dentro da Arena MRV.
O empate no primeiro jogo fez com que nenhuma equipe pudesse entrar em campo apenas administrando.
Alguém precisará assumir a decisão.
Conclusão
Atlético-MG e Cruzeiro chegam ao segundo confronto das quartas de final da Copa do Brasil em uma situação de equilíbrio quase absoluto no placar, mas com argumentos diferentes para acreditar na classificação.
O Atlético vive seu melhor momento em 2026, está invicto há 13 partidas, preservou titulares no Brasileirão e terá a Arena MRV ao seu lado.
O Cruzeiro chega pressionado por resultados recentes, mas possui bom retrospecto no estádio rival, jogadores experientes em partidas decisivas e uma relação histórica muito forte com a Copa do Brasil.
O empate por 1 a 1 no Mineirão eliminou qualquer margem para cálculo mais confortável. Vitória simples de qualquer lado resolve a eliminatória, enquanto uma nova igualdade leva o clássico para os pênaltis.
Nesta terça-feira, a partir das 21h, um dos dois rivais mineiros estará entre os quatro melhores da Copa do Brasil de 2026.
O outro deixará a competição eliminado pelo maior adversário.


















